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Doria é recebido com ovada em Salvador e critica: "Vão jogar ovo na Venezuela!"

"Vão jogar ovo na Venezuela", responde Doria

UOL Notícias

Do UOL, em São Paulo

2017-08-07T21:44:31

2017-08-08T14:20:59

07/08/2017 21h44Atualizada em 08/08/2017 14h20

Em visita a Salvador para receber o título de cidadão soteropolitano, o prefeito da cidade de São Paulo, João Doria (PSDB), virou alvo de manifestantes que jogaram ovos contra os participantes do evento na noite desta segunda-feira (7). O assunto já é um dos mais comentados do Twitter.

Doria foi atingido por um ovo quando entrava na Câmara Municipal de Salvador, na região central. Assessores e seguranças do político tentaram defendê-lo usando guarda-chuvas.

Na passagem pelos manifestantes, Doria estava acompanhado de ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador, e do tucano Antônio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo.

Em publicação no Facebook, o prefeito de São Paulo criticou o protesto de "poucos manifestantes de esquerda agressivos". Segundo Doria, eles jogaram ovos e falaram palavrões. 

"Buscando na intolerância o caminho, não é esse o caminho que desejamos para o Brasil. Esse é o caminho do Lula, esse é o caminho do PT, das esquerdas. Que querem a intransigência, a agressividade", afirmou. 

"Vá para a Venezuela. Os esquerdistas que querem o mal do Brasil, vão lá defender o [Nicolás, presidente] Maduro e jogar ovo lá na Venezuela. Aqui no Brasil, valem os brasileiros, e vale a nossa bandeira. Acelera, Brasil. E o meu repúdio a estes agressores", completou o prefeito da capital paulista.

O protesto não interrompeu os planos da solenidade. Aos gritos de "Doria presidente", o prefeito de São Paulo foi recebido por vereadores e outros participantes do evento na Câmara de Salvador. No vídeo que postou para repudiar o protesto, o prefeito agradeceu à Casa pela acolhida "com muito carinho".

Embora seja cotado para se candidatar à Presidência da República em 2018, a condecoração de Doria nesta segunda-feira foi proposta pelo vereador Felipe Lucas (PMDB) por outro motivo. O político alega que o carnaval de Salvador ganhou grande expressão na época em que o atual prefeito de São Paulo presidiu a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), em 1987.

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