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Alckmin afirma que quer ser candidato a presidente em 2018

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin - Fabio Braga - 19.nov.2016/Folhapress
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin Imagem: Fabio Braga - 19.nov.2016/Folhapress

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

23/08/2017 12h37Atualizada em 23/08/2017 13h37

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (23) que quer disputar a Presidência da República nas eleições do ano que vem. A declaração foi dada no momento em que Alckmin trava uma disputa interna com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pela definição de quem será o tucano a disputar o cargo máximo da nação em 2018.

"Candidatura a cargo majoritário, como presidente da República, não é uma decisão pessoal. Ela é uma decisão coletiva, que começa pelo partido, tem que ouvir as alianças, a sociedade, esse é o bom caminho. Se você me perguntar se eu quero ser, eu vou dizer para você, olhando aqui nos seus olhos, que sim, e estou preparado para ser candidato", disse o governador durante uma sessão de perguntas e respostas feita com usuários do Twitter. "Mas essa é uma decisão coletiva para o final deste ano."

Ainda respondendo à pergunta sobre a candidatura presidencial, Alckmin falou como se lançasse o programa econômico de seu governo. Disse que "não vai ser fácil o futuro, mas o Brasil tem tudo para se recuperar. Uma boa política fiscal que deixe espaço também para investimentos; juros, como o mundo inteiro hoje, é baixíssimo, até negativo; e câmbio que permita o Brasil saber jogar o jogo do século 21, uma grande inserção internacional em comércio exterior."

Disputa com Doria

O usuário do Twitter que perguntou a Alckmin sobre a candidatura também o questionou sobre um possível apoio de Doria, de quem o governador é padrinho político. No entanto, Alckmin não respondeu sobre o assunto.

Há menos de um ano como prefeito de São Paulo e em seu primeiro cargo eletivo no poder público, Doria tem viajado pelo Brasil, fazendo crescer especulações sobre uma possível candidatura presidencial. Nesta quarta-feira, por exemplo, o prefeito paulistano está em Vitória, capital do Espírito Santo. Ele também já visitou outros seis Estados, além de cidades paulistas. Doria disse recentemente que precisa viajar pelo país por ser vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos.

A movimentação de Doria fez Alckmin reagir, com direito a intensa agenda política em Brasília no começo de agosto

A batalha entre Alckmin e Doria sobre 2018 se encaixa na crise interna do PSDB, que tem algumas de suas principais lideranças em rota de colisão sobre os rumos da aliança com o governo de Michel Temer. Mas o embate entre o governador e o prefeito também extrapolou o PSDB. Doria já se disse "feliz" por ter "portas abertas" no PMDB e no DEM, enquanto o PTB fez o mesmo para Alckmin

O governador busca fazer com que o PSDB defina já em dezembro quem será o candidato presidencial, o que poderia deixar Doria em situação desconfortável para disputar a candidatura pelo partido -- já que pleitearia uma mudança de cargo com menos de um ano como prefeito da maior cidade do país.

Alckmin já disputou a presidência em 2006. No primeiro turno, ficou em segundo lugar, com 41,6% dos votos válidos, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 48,6%. No segundo turno, Lula foi reeleito com 60,8% dos votos, contra 39,1% para Alckmin.

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