Deputado da tatuagem de Temer será denunciado por foto com filha de Maria do Rosário
Uma nova polêmica envolvendo o deputado federal Wladimir Costa (SD-PA), que recentemente ficou famoso por tatuar o nome do presidente Michel Temer (PMDB), irá parar no Conselho de Ética da Câmara. Dois deputados do PT protocolaram uma denúncia contra ele e devem apresentá-la ao conselho na próxima segunda-feira.
O parlamentar paraense é acusado de enviar na tarde desta quarta-feira (30) uma foto de uma adolescente seminua no grupo de aplicativo Whatsapp da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e a identificado como a filha da deputada Maria do Rosário (PT-RS), de 16 anos.
Vale lembrar que a deputada petista denunciou em fevereiro deste ano que a filha foi vítima de “crime virtual” depois de um site publicar fotos do Instagram da menor sem autorização e manipulá-las. O caso foi parar na Polícia Federal.

Na suposta postagem de Wladimir a qual o UOL teve acesso, a jovem seminua é colocada ao lado de uma foto do deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do também deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), sob a frase: “é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais”.
Incomodados com a postagem de Wladimir Costa, os deputados Jorge Solla (PT-BA) e Wadih Damous (PT-RJ) protocolaram uma denúncia contra ele e devem apresentá-la ao Conselho de Ética na próxima segunda-feira, segundo o UOL apurou. O texto já está pronto.

A publicação do deputado do Solidariedade no grupo de Whatsapp gerou ainda uma reprimenda do presidente da Comissão, Wilson Filho (PTB-PB), que avisou que postagens com este tipo de conteúdo não seriam toleradas naquele espaço.
Em contato com a reportagem, o gabinete de Maria do Rosário informou que a deputada tomou conhecimento da representação e não irá se pronunciar publicamente sobre o caso. A assessoria de imprensa de Wladimir Costa não foi localizada.
Em seu quarto mandato na Câmara, Wladimir tem se notabilizado em gerar polêmica, a começar pela tatuagem que fez em homenagem a Temer, “um dos maiores estadistas do Brasil”, que lhe teria custado R$ 1200. No fim, ele assumiu que o desenho era de henna.
Wladimir ainda foi flagrado pedindo “nude” a uma jornalista durante a votação da denúncia do presidente na Câmara e foi acusado de assédio por outra profissional de imprensa. Ele nega ter cometido qualquer irregularidade em ambos os casos.
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