Operação Lava Jato

Manifestantes viajam ao PR para acompanhar depoimento de Lula e contam o porquê

Vinicius Boreki

Colaboração para o UOL, em Curitiba

  • Vinicius Boreki/UOL

    12.set.2017 - Manifestantes apoiam a Lava Jato na véspera do depoimento de Lula a Moro

    12.set.2017 - Manifestantes apoiam a Lava Jato na véspera do depoimento de Lula a Moro

Previsto para acontecer nesta quarta-feira (13), o segundo depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro deve mobilizar em Curitiba menos manifestações do que a primeira oitiva, realizada em 10 de maio. Os grupos de apoio ao ex-presidente esperam receber 4.000 pessoas na praça Generoso Marques, no centro da capital paranaense, enquanto manifestações contrárias a Lula estimam a presença de 500 manifestantes no Centro Cívico.

Apesar de um menor apelo, especialmente por parte dos manifestantes favoráveis ao ex-presidente Lula, cuja estimativa de público é um quinto das cerca de 20 mil pessoas que acompanharam o primeiro depoimento, há pessoas de outros Estados que se programaram para estar em Curitiba e apoiar as causas que defendem.

Uma delas é a comerciante Raimunda Alves dos Reis, 55, do Movimento Rua Brasil, que saiu de Brasília para Curitiba, bancando a própria passagem aérea. "O juiz Sergio Moro representa a justiça", diz ela.

Para o presidente da Frente Brasil Popular de Florianópolis, Carlos Eduardo de Souza, Moro faz "perseguição política". Ele organizou uma caravana com quatro ônibus – cerca de 180 pessoas, da capital catarinense para Curitiba ao custo de R$ 65 por pessoa. "O Moro está realizando uma perseguição política a essa figura importante que é o presidente Lula", afirma ele.

"Justiça" e "perseguição"

Além de citar "justiça" e "perseguição política", os dois grupos entendem que há uma necessidade de marcar posição em um momento que pode ser considerado como histórico pelos dois lados.

Na opinião de Souza, que também preside o PT em Florianópolis, o período é de judicialização da política. "O que está em jogo neste momento é o Brasil. Defender Lula no campo simbólico e da política é defender a população brasileira e os que mais precisam da política para que sua dignidade seja garantida", afirma.

"Ninguém mais tem capacidade de destruir a Lava Jato. Nós não queremos estar próximos da Justiça Federal, só vamos mostrar que apoiamos a operação", afirma Raimunda.

Para ela, a vinda à capital paranaense significa uma tentativa de melhorar o país. "Acreditamos que o povo vai mudar a história deste país com a pressão popular, não apenas com a participação na internet. O Lula acha que está acima da Justiça. É uma questão de honra que ele sirva de exemplo de que a justiça é para todos", opina. 

Souza também faz críticas ao juiz Sergio Moro. "Há pessoas que passam em um concurso e definem o que está certo ou errado, acusam apenas com convicções, sem provas. Estarmos em Curitiba é um recado para essa parte da população brasileira de que a política precisa ser preservada", diz.

Manifestações em em locais distintos

Apenas 3 quilômetros devem separar os dois grupos, que, na primeira oitiva, foram acompanhados de perto pelos agentes responsáveis pela segurança na cidade. Ao todo, serão 1.500 agentes de segurança, sendo mil Policiais Militares e outros 500 profissionais da área, como bombeiros e guardas municipais. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná investiu cerca de R$ 150 mil na operação realizada em maio, com o uso de helicópteros e atiradores de elite.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná afirmou que fiscalizará a chegada de ônibus das caravanas vindas sobretudo do interior do Paraná e de outros Estados, impedindo o uso de materiais que possam ser usados como armas, como foices e facas.

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