Defesa de Cabral entra com ação para suspender leilão de bens do ex-governador

Paula Bianchi

Do UOL, no Rio

  • Reprodução/Portobello

    Mansão de Cabral fica no Resort do Portobello, complexo de luxo em Mangaratiba, no Rio

    Mansão de Cabral fica no Resort do Portobello, complexo de luxo em Mangaratiba, no Rio

A defesa de Sérgio Cabral (PMDB) entrou com um recurso na 7ª Vara Criminal da Justiça Federal pedindo a suspensão do leilão dos bens do ex-governador do Rio de Janeiro. Entre os itens que a Justiça autorizou que sejam leiloados, estão alguns dos bens mais valiosos do peemedebista, como a sua casa no condomínio Portobelo, em Mangaratiba, prevista para ser leiloada no próximo dia 3 de outubro pelo preço mínimo de R$ 8 milhões.

Os advogados do ex-governador argumentam que Renato Guedes, escolhido pela Justiça para realizar o pregão, não preenche os pré-requisitos legais necessários para promover as vendas, entre eles estar registrado como leiloeiro no Estado há pelo menos três anos --segundo a defesa, o registro de Guedes no Estado é de 2015, o que iria contra essa regra.

Cabral está preso desde novembro passado, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

Outro bem cuja propriedade é atribuída a Cabral e vai a pregão é a lancha Manhattan. Oficialmente, a embarcação pertence à empresa MPG Participações, controlada por Paulo Fernando Magalhães Pinto, ex-assessor do peemedebista e apontado como operador do ex-governador. Mas a Polícia Federal e o Ministério Público Federal dizem que o ex-governador é o verdadeiro dono do barco.

Na lista de bens a serem leiloados, também há três veículos. São dois jipes da marca Mitsubishi. Um está registrado em nome do Coelho e Ancelmo Advogados (escritório da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo), avaliado em R$ 120 mil; outro é da própria Adriana e foi avaliado em R$ 240 mil. Há ainda um Hyndai Azera, pertencente a Cabral, avaliado em R$ 76 mil.

Divulgação
Será posta em leilão também uma moto aquática, da marca Seadoo, modelo 2012, avaliada em R$ 45 mil, e um jetboat por R$ 50 mil.

No despacho em que determina o leilão, o juiz federal Marcelo Bretas afirma que o lance mínimo permitido para arrematar os bens será o da homologação dos valores da avaliação, "acrescido de custas e demais consectários legais".

Se não for alcançado o valor mínimo, haverá, no dia 11 de outubro, no mesmo horário e lugar, um segundo leilão. Nele, os bens poderão ser arrematados por valor não inferior a 80% do valor homologado.

O leilão está previsto para ocorrer no Foro da Justiça Federal Marilena Franco, na avenida Venezuela, zona portuária do Rio.

Avaliada em R$ 8 mi, mansão de Cabral tem 2 piscinas e obras de arte

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