Eleições 2018

Doria chama Lula de "fujão" e "mentiroso" durante evento em Maceió

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO

    O prefeito de São Paulo João Doria na convenção do partido Solidariedade, em setembro

    O prefeito de São Paulo João Doria na convenção do partido Solidariedade, em setembro

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu as críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou que o tucano tem medo de governar São Paulo e que ele vai "fugir do cargo" para disputar as eleições em 2018. Cumprindo agenda em Maceió, Doria chamou Lula de "fujão", "covarde" e "mentiroso".

"Eu não fujo de nada ao contrário de Lula. Quem é o fugitivo é o Lula. Quem pediu para ser nomeado ministro com medo de ser preso? Fui eu ou foi o Lula? Quem tem medo? O Lula é que é um covarde e um fujão. Eu vou dar a resposta a ele na mesma medida onde ele me ofereceu na sua manifestação, que foi pelas redes sociais. Ele verá a resposta lá", afirmou Doria sobre deixar o cargo de prefeito de São Paulo para disputar as eleições de 2018.

Doria ainda criticou o governo do PT e afirmou que os 13 anos em que o país foi governado pelo partido com "populismo" afundou a economia do Brasil, sem focar em projetos econômicos concretos para o país crescer. Ele ainda alfinetou o ex-presidente ao citar recibos apresentados por Lula sobre o aluguel do apartamento ao lado do seu, em São Bernardo do Campo (SP).

"Luiz Inácio 'mentiroso' da Silva daqui a pouco vai responder à mentira dele que foi dada nesses últimos dias. O populismo destruiu o Brasil nesses 13 anos de PT. Isso quase aconteceu por completo se não tivesse sido o impeachment. O Lula ainda usa a morte de dona Marisa para que as pessoas achem que ele é vítima, que ela morreu por conta da pressão dada nas operações de investigação da Lava Jato", afirmou Doria.

Condenado a nove anos e seis meses pelo juiz Sergio Moro, Lula é pré-candidato pelo PT à Presidência da República e recorre em liberdade. O ex-presidente ainda é réu em outras seis ações penais.

Já Doria nunca assumiu que irá disputar o Planalto, mas também nunca negou que pretende concorrer ao cargo de presidente.

Segundo pesquisa do Datafolha, publicada no início de outubro, Lula lidera a corrida pela Presidência em 2018 tanto no cenário contra Alckmin como no contra Doria.

Em ambos, os tucanos aparecem em quarto lugar, com os mesmos 8% das intenções de voto. O petista, porém, tem 36% dos votos em simulação de disputa contra Doria, e 35% em cenário contra Alckmin.

Em função de sua condenação, Lula pode não disputar a eleição de 2018 caso a segunda instância, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, confirme a sentença de Moro. Essa decisão deve sair no ano que vem, ainda sem data marcada.

Doria está no Nordeste cumprindo agenda de pré-candidatura em busca de apoio político para as eleições de 2018.

"Já desenhamos programas conjuntos com o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, como na área da saúde e da educação, para benefício da população carente. São Paulo é a capital fora de Alagoas que tem mais alagoanos morando. A meu ver o importante é olhar o Brasil, como gerar novos empregos, ter uma agenda focada para o Brasil. Não vou conduzir minha vida na indecisão, em cima do mundo. Sou agente transformador e tenho o dever de transformar o Brasil", afirmou o prefeito de São Paulo.

Título honorário

Doria recebeu o título de cidadão honorário de Maceió, durante um almoço solene realizado pela Câmara de Vereadores da cidade, nesta sexta-feira (27), no hotel Ritz Lagoa da Anta. A aprovação do título concedido a Doria ocorreu por unanimidade pela Câmara de Vereadores de Maceió, que votou o projeto em caráter de urgência, nesta terça-feira (24).

  O autor da proposta, vereador Chico Holanda Filho (PP), justificou que o pedido da concessão do título a Dória ocorreu atendendo à solicitação do presidente da Associação Comercial de Maceió, Kennedy Calheiros. 

"Apresentei o pedido de homenagem a um nome que representa politicamente todo setor produtivo nacional. São eles que geram empregos e investem no crescimento do país, ao mesmo tempo em que enfrentam uma elevada carga tributária, uma legislação trabalhista paquidérmica e um Estado lento", afirmou Holanda.

 O presidente da Fiea (Federação das Indústrias do Estado de Alagoas), José Carlos Lira, não compareceu ao evento. A Fiea afirmou que não tem relação com o pedido do projeto. Já o presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Alagoas), Wilton Malta, esteve presente na solenidade.

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