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Após prisão de ex-governadores, Pezão diz que Rio sofre processo de mudança 'mais acentuado'

Fernando Frazão/Agência Brasil
29.abr.2016 - Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

22/11/2017 16h41

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), falou nesta quarta-feira (22) em democracia e processo de mudança ao ser questionado sobre o Estado contar agora com três ex-governadores presos. 

Os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho (ambos do PR) foram presos pela PF (Polícia Federal) na manhã desta quarta. Condenado na Lava Jato, o ex-governador Sergio Cabral (PMDB) está preso há mais de um ano na Cadeia Pública Frederico Marques em Benfica, na zona norte carioca.

"Na democracia, cada um dentro do seu foro competente [deve] se defender. O país todo está passando por esse processo [de mudança]. É claro que no Rio está mais acentuado, mas, é da democracia. Eu tenho certeza que 2018 vai ser um outro país", disse no Palácio do Planalto, em Brasília. Pezão participou de uma reunião entre governadores e o presidente Michel Temer (PMDB) sobre a reforma da Previdência.

Questionado sobre a prisão de Garotinho, Pezão afirmou que "não teve acesso nenhum" ao processo de prisão do ex-governador. "Acho que todos que estão presos têm direito a se defender", disse.

Pezão também foi econômico ao responder sobre a crise na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) com a prisão de três deputados. "Tá tranquilo. Vai ficar [tranquilo]", disse a jornalistas. O TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) determinou nesta terça-feira (21) o retorno dos deputados peemedebistas Jorge Picciani, presidente da Alerj, Paulo Melo e Edson Albertassi à prisão. Por 5 votos a 0, os desembargadores decidiram por reestabecer imediatamente a prisão dos parlamentares, que haviam sido libertados sem que a decisão tivesse sido comunicada oficialmente ao tribunal.