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Alckmin diz que crise do PSDB não afetará eleição: "os partidos estão desgastados"

27.nov.2017 - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participa de evento organizado pela revista Veja - Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo
27.nov.2017 - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participa de evento organizado pela revista Veja Imagem: Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo

Daniela Garcia, Leonardo Martins e Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

27/11/2017 16h12

Possível candidato a presidente da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (27) não acreditar que o racha dentro do seu partido possa afetar as eleições de 2018.

“Ninguém vai votar em partido, os partidos estão desgastados, fragilizados. [Os eleitores] vão votar nas pessoas”, disse Alckmin, que participou hoje de um evento da Revista Veja, em São Paulo.

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Com a divisão que se formou dentro do partido, sobretudo pela oposição entre ficar ou sair do governo do presidente Michel Temer (PMDB), Alckmin virou opção para assumir a presidência da legenda e unir o tucanato.

"Nunca me coloquei como pré-candidato, mas se for para ajudar a unir o partido, vamos avaliar", disse o governador, que deixou aberta a possibilidade de disputar a presidência nacional do PSDB na convenção tucana marcada para o dia 9 de dezembro.

Alckmin deverá se reunir na noite desta segunda com os dois pré-candidatos à presidência do PSDB: o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador Marconi Perillo (GO). Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República e presidente de honra da legenda, defende que Tasso e Perillo abram mão da disputa para que o governador de São Paulo seja aclamado no comando do partido.

Mais forte do que em 2006

De olho em 2018, Geraldo Alckmin avalia que conta com um cenário melhor para concorrer contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diferentemente de 2006, quando o petista disputava a reeleição. “Antes, o PT era o partido com tudo, hoje é um partido em frangalhos. Antes, o Lula era o mito. O Lula de hoje, Lula e Dilma têm sete milhões de desempregados, sete milhões de desalentados, além dos escândalos”, afirmou.

Alckmin minimizou as pesquisas eleitorais que apontam o nome dele com baixa popularidade entre os presidenciáveis. “Olha, as pesquisas de um ano antes da eleição mostram muito o passado, os argumentos da eleição ainda não começaram”. Segundo ele, a tendência é que os eleitores se decidam apenas prestes a acontecer a votação.

Desistência de Luciano Huck

Também presente ao evento desta segunda-feira, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi questionado se desistiu de concorrer à vaga do PSDB na eleição presidencial de 2018, conforme noticiou a Folha. Sem responder de maneira afirmativa ou negativa, ele apenas reagiu: "Quem falou?".

O tucano também se esquivou ao perguntarem se o fato de o apresentador de TV Luciano Huck ter indicado que não concorrerá ao Planalto abriria mais espaço para sua candidatura. "Tem muita água aí para rolar. Acho que ainda tem um longo período até se decidir sobre essa questão da eleição.

Em relação a Huck, Alckmin afirmou que o apresentador não precisa necessariamente se lançar como candidato para participar do processo democrático. “Eu sempre estimulo novas lideranças. O Luciano Huck tem o espírito público. Tem um trabalho com ONG’s há dez anos. Se ele não for candidato, não quer dizer que ele não vai participar do processo eleitoral”, afirmou.

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