Após Dilma, comissão da Câmara é impedida de visitar Lula

Vinicius Boreki

Colaboração para o UOL, em Curitiba

  • Benildes Rodrigues

    Da esq. para a dir., Paulo Teixeira (PT-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS) dentro da sede da Polícia Federal em Curitiba

    Da esq. para a dir., Paulo Teixeira (PT-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS) dentro da sede da Polícia Federal em Curitiba

Uma comissão externa composta por três deputados federais do PT foi impedida de visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), detido na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, nesta terça-feira (24).

Inicialmente agendada para o período da manhã, os parlamentares chegaram no prédio por volta das 13h05 e ingressaram na PF, onde permaneceram por aproximadamente 1 hora e 20 minutos, sem poder se encontrar com Lula.

O fato ocorreu um dia após a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também ser impedida de visitar o petista, que está preso desde o dia 7 de abril.

A Comissão da Câmara é composta por 13 parlamentares, mas apenas três vieram a PF: Paulo Pimenta (PT-RS), Paulo Teixeira (PT-SP) e Wadih Damous (PT-RJ).

Os deputados foram à capital paranaense mesmo após terem o seu pedido para visitar o ex-presidente negado no dia anterior pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal, responsável pelas execuções penais.

"Não viemos aqui fazer uma visita, viemos aqui fazer uma inspeção em nome do Poder Legislativo", disse Paulo Pimenta.

Segundo o parlamentar, não havia a necessidade de a juíza autorizar a visita ao ex-presidente.

"O poder Legislativo teve nesse momento uma prerrogativa sua violada. Não pedimos a juíza autorização para vir aqui porque não cabe a uma juíza de primeira instância decidir sobre isso ou não. (...) Nós simplesmente comunicamos o horário em que a comissão externa estaria", declarou.

Na última segunda-feira (23), a magistrada alegou que a comissão de Direitos Humanos do Senado já esteve em Curitiba na última semana para avaliar as condições do ex-presidente.

"Jamais chegou ao conhecimento deste juízo de execução informação de violação a direitos de pessoas custodiadas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, as quais contam com defesas técnicas constituídas", afirmou em seu despacho.

Pimenta disse ainda que iria "representar contra essa juíza no CNJ" [Conselho Nacional de Justiça].

"Essa juíza será processada por abuso de autoridade", disse o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ).

Segundo ele, os parlamentares pressionarão o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que a casa processe a magistrada.

"Cabe a Rodrigo Maia tomar medidas enérgicas contra essa juíza. Ele tem que fazer com que a prerrogativa do Legislativo seja respeitada, por que é prerrogativa no Legislativo fiscalizar instalações da administração pública. Essa não é uma visita ao presidente Lula, mas condições de carceragens", declarou.

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