PF volta a prender Paulo Preto, apontado como operador do PSDB

Do UOL, em São Paulo

  • Robson Fernandes/Estadão Conteúdo

A Polícia Federal (PF) prendeu o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e apontado como operador do PSDB, nesta quarta-feira (30). Ele foi levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo após a 5ª Vara da Justiça Federal de São Paulo pedir a prisão dele.

Segundo a decisão judicial, a prisão é necessária para "assegurar a instrução criminal". Ele é suspeito de constranger testemunhas na ação penal que responde por desvios de R$ 7,7 milhões em reassentamentos para obras do Rodoanel Trecho Sul, entre os anos de 2009 e 2011 (nos governos José Serra e Geraldo Alckmin). O valor seria pagamento de propina para o PSDB.

A Justiça afirmou que testemunha ou ré ameaçada não expõe toda a verdade e prejudica a coleta das provas e por isso pediu a prisão do ex-diretor.

Em audiência no dia 18 de maio, o Ministério Público Federal afirmou que uma testemunha cujo nome está sob segredo estava chorando quando "fez contato telefônico" com o MP "com medo de vir à audiência pois temia que algo lhe acontecesse e temia encontrar os réus".

Paulo Preto foi preso preventivamente no dia 5 de abril por suspeita de coagir uma mulher também acusada na ação. Foi solto no dia 11 por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, que viu falta de "comprovação" das ameaças a testemunhas. A PF também procura o ex-chefe de Assentamento da Dersa Geraldo Casas Vilela.

O UOL entrou em contato com a defesa de Paulo Preto e aguarda posicionamento. 

Em entrevista a "O Estado de S. Paulo", publicada há três dias, Souza disse que não era do seu "perfil" ameaçar testemunhas. Fui preso por ameaçar uma testemunha que disse que não sabe quem ameaçou. Este foi um motivo inventado, criado e injusto para minha detenção. O STF disse que minha prisão foi incorreta. Quem está acima do STF?", disse.

Além da ação penal relativa ao pagamento de R$ 7,7 milhões em propina nas obras do Rodoanel, Paulo Preto é suspeito de ter recebido cerca de R$ 173 milhões da Odebrecht. Segundo delatores, Souza exigia uma propina de 5% sobre qualquer pagamento feito até 2015 para um pacote de obras chamado Sistema Viário Estratégico Metropolitano, que incluía a Nova Marginal Tietê e o Complexo Jacu-Pêssego.

A defesa nega contribuições ilegais e afirma que os delatores que acusam Paulo agem por vingança porque o ex-diretor da Dersa era muito exigente com prazos e qualidade das obras. (Com Estadão Conteúdo)

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