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Ministro do STF desmente "sessão secreta" sobre Lula e diz que não se intimida

Fátima Meira/Estadão Conteúdo
Imagem: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

2018-06-21T16:47:11

21/06/2018 16h47

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski usou a sessão do tribunal desta quinta-feira (21) para desmentir o que classificou como uma "fake news" [notícia falsa] atribuída a ele.

Segundo o ministro, foi divulgada a informação de que ele pretenderia realizar uma sessão secreta para julgar recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na próxima terça-feira (26).

Lewandowski é presidente da 2ª Turma do STF, órgão composto por cinco ministros que irá julgar o pedido da defesa de Lula que pode libertá-lo da prisão.

O ministro rebateu a afirmação e reafirmou o caráter público das sessões da 2ª Turma.

"Nossas sessões são públicas", disse. "Quero dizer àqueles que divulgaram essa fake news que elas não só não me intimidam como reforçam minha firme intenção de cumprir a Constituição e as leis do país", afirmou Lewandowski.

O ministro não identificou de onde partiu a divulgação da notícia falsa.

Diferentemente das sessões do plenário do STF, as sessões da 1ª e da 2ª Turma do Supremo não são transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pelo canal do tribunal no YouTube. Apesar disso, é possível assistir às sessões presencialmente no tribunal.

Na próxima terça-feira, a 2ª Turma julga recurso do ex-presidente no qual a defesa de Lula pede a suspensão dos efeitos de sua condenação na Operação Lava Jato.

Um julgamento favorável a Lula poderia devolver a liberdade ao ex-presidente e também possibilitar sua candidatura nas eleições deste ano.

O recurso foi apresentado ao relator do processo no STF, ministro Edson Fachin, que decidiu submeter o julgamento do caso à 2ª Turma. Composta por cinco ministros, a 2ª Turma é o colegiado responsável por julgar os processos da Lava Jato. Fachin é o relator das ações ligadas à operação.

O ex-presidente está preso desde o último dia 7 de abril na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter a condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre.

Lula foi inicialmente condenado pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, no processo do tríplex de Guarujá (SP).

O petista foi acusado de ter sido beneficiado com propina pela OAS, paga por meio da reforma e reserva de um apartamento num dos prédios construídos pela empreiteira.

Lula tem negado as acusações, diz que não há provas contra ele e que ele nunca ocupou ou teve a posse do imóvel.

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