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"Quem tem que dar explicação é o ex-assessor, não eu", diz Flávio Bolsonaro

Filipe Cordon/ Folhapress
O senador eleito no Rio, Flávio Bolsonaro (PSL) Imagem: Filipe Cordon/ Folhapress

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

18/12/2018 11h40

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) declarou nesta terça-feira (18) que não lhe cabe dar explicações sobre as transações financeiras atípicas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, que segundo relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) fez movimentações da ordem de R$ 1,2 milhão em um período de 13 meses.

"Quem tem que dar explicação é o ex-assessor, não sou eu", afirmou ele ao chegar ao prédio do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro), onde ocorre na manhã de hoje a cerimônia de diplomação dos políticos eleitos no RJ em 2018.

"A movimentação atípica é na conta dele. No [meu] gabinete todo mundo trabalha", completou.

As declarações acontecem após reportagem do UOL revelar na semana passada que Nathalia de Melo Queiroz, filha do ex-assessor Fabrício Queiroz, acumulava cargo na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), emprego CLT e faculdade entre os anos de 2011 e 2012.

Funcionária legislativa ligada a Flávio Bolsonaro desde 2007, Nathalia trabalhou como recepcionista em uma rede de academias no Rio no mesmo período em que aparecia na folha de pagamentos da Alerj. Na ocasião, ela foi nomeada assessora direta do filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Nathalia também é citada no relatório do Coaf, que analisou o período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Na época, ela era funcionária de Flávio e transferiu para o pai R$ 84.110,04. Flávio negou qualquer irregularidade.

Fabrício Queiroz, que também recebeu em sua conta depósitos de outros funcionários do gabinete de Flávio, deve prestar depoimento nesta quarta-feira (19) no Ministério Público do Rio de Janeiro. Ele atuava como motorista e segurança de Flávio até outubro.

Nesta terça-feira, o filho mais velho de Bolsonaro também foi questionado por um simpatizante se ele se sentia "massacrado" pela imprensa devido à pressão quanto a um posicionamento referente ao ex-assessor. "Normal. Trabalho normal", respondeu, esquivando-se de mais perguntas.