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Defesa lamenta que intimidade da mãe de Aécio tenha sido afrontada

Pedro Ladeira - 16.abr.2018/Folhapress
Imagem: Pedro Ladeira - 16.abr.2018/Folhapress

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

20/12/2018 12h36

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) qualificou como descabia e desnecessária o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa da mãe do político em Belo Horizonte nesta quinta-feira (20).

Autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a PF (Polícia Federal) esteve na residência de pessoas ligadas ao senador contra "riscos de eliminação de elementos de informação". Entre os alvos, estava a residência de Inês Maria Neves da Cunha e endereço de Frederico Pacheco, primo de Aécio.

Em nota, assinada pelo advogado Alberto Toron, a defesa do tucano pontuou que haveria "total desvinculação de sua mãe com os fatos apurados". 

Aécio estaria ligado ao recebimento de vantagens indevidas pedidas ao grupo J&F, controlador da JBS, entre 2014 e 2017. A investigação é feita no âmbito da operação Ross, cuja segunda etapa foi realizada nesta quinta. Ela tem como base as delações da JBS e investiga o recebimento de cerca de R$ 130 milhões em propina por políticos. Aécio estaria entre eles.

De acordo com a defesa, as buscas na casa da mãe de ações teriam sido motivadas por uma "denúncia anônima". O imóvel, supostamente, "teria recebido caixas com documentos no dia da operação Ross", diz Toron. "Esse relato é mentiroso"

É lamentável que a intimidade de uma senhora seja afrontada dessa forma, sem que haja nada que justifique

Alberto Toron, advogado de Aécio

Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), "novos indícios de práticas criminosas" justificam a nova etapa da operação. Segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, os mandados de busca e apreensão eram importantes para "o aprofundamento da investigação, bem como para a correta delimitação da amplitude das pessoas investigadas". 

A primeira etapa da operação Ross foi realizada em 11 de dezembro. Na ocasião, endereços de Aécio e da irmã dele, Andrea Neves, foram alvos de mandados de busca e apreensão.

Os investigadores buscavam elementos a respeito do pagamento de vantagens. Na época da primeira fase, a PF disse que o dinheiro liberado pelo grupo J&F serviu para obtenção de apoio político e também foi utilizado por Aécio durante a campanha presidencial de 2014, quando foi derrotado no segundo turno.


Leia a íntegra da nota da defesa de Aécio 

"Recebemos com absoluta surpresa e indignação a notícia de busca na residência da mãe do Senador Aécio Neves, seja pela completa desnecessidade e descabimento da medida, seja pela total desvinculação de sua mãe com os fatos apurados.
A busca teria sido motivada por uma "denúncia anônima" de que o imóvel teria recebido caixas com documentos no dia da operação Ross. Esse relato é mentiroso. 
É lamentável que a intimidade de uma senhora seja afrontada dessa forma, sem que haja nada que justifique. 
A empresa Albatroz foi fechada há vários anos, sendo, portanto, incompreensível o pedido de busca.
No mais, como dissemos em reiteradas oportunidades, o Senador Aécio sempre esteve à disposição de todas as autoridades, sendo ele o maior interessado na elucidação dos fatos.
Por fim, aguardamos a finalização célere das investigações para que fiquem provadas, de uma vez por todas, as falsas e convenientes acusações feitas por criminosos confessos que ensejam esse inquérito".
Alberto Zacharias Toron
Advogado

PF realiza buscas em endereços ligados a Aécio Neves

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