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Haddad ironiza novo mínimo: "Povo começou a se libertar do socialismo"

Theo Marques/Estadão Conteúdo
Imagem: Theo Marques/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

02/01/2019 15h42

O ex-prefeito e candidato derrotado à Presidência Fernando Haddad (PT) ironizou nesta quarta-feira (2) o anúncio do novo salário mínimo feito pelo presidente recém-empossado Jair Bolsonaro (PSL), ao repetir expressões e bordão militar usados pelo capitão reformado, ontem, no dia da posse.

O decreto do salário mínimo no valor de R$ 998 foi publicado ontem em edição extra do Diário Oficial da União. O valor ficou abaixo do montante previsto pela Lei Orçamentária, de R$ 1.006, para 2019. 

"Povo começou a se libertar do socialismo: salário mínimo previsto de R$ 1006,00 foi fixado em R$ 998,00. Sem coitadismo. Selva!", escreveu Haddad em seu perfil no Twitter.

Na mesma rede social, ontem, Bolsonaro afirmara ser "fake news" notícia veiculada horas antes pela coluna Radar, da revista "Veja", segundo a qual ele "puxou a orelha dos filhos" e os alertou de que "a campanha acabou". "Não é a primeira fake news do ano, mas vale uma risada! Vamos pra rampa! Selva!", escreveu. A expressão "selva" é usada por integrantes do Exército como forma de cumprimento.

Também ontem, mas já de posse da faixa presidencial, Bolsonaro discursou aos simpatizantes na praça dos Três Poderes prometendo "libertar" o país "do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto."

O "coitadismo" usado por Haddad no texto de hoje, em tom irônico, repete expressão usada por Bolsonaro ao longo da campanha e da pré-campanha. Em outubro, por exemplo, antes do segundo turno, classificou como "coitadismo" os movimentos sociais que defendem as causas de grupos minoritários. "Isso não pode continuar existindo. Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense", disse.

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