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Osmar Terra diz que fusão não tira força de ministérios que foram extintos

Felipe Pereira e Talita Marchao

Do UOL, em Brasília e São Paulo

02/01/2019 13h07

O ex-ministro de Desenvolvimento Social do governo de Michel Temer (MDB) Osmar Terra (MDB-RS) assumiu nesta quarta-feira (2) o novo Ministério da Cidadania, que unirá os ex-ministérios do Esporte, da Cultura e do Desenvolvimento Social. Terra ressaltou que a fusão das pastas "não vai tirar a força de que cada ministério tem". "Vamos ampliar as ações, interagir, mas as estruturas básicas deles estão mantidas".

O titular da Cidadania elogiou a iniciativa do ministro da Justiça, Sergio Moro, de propor o tratamento de dependentes químicos com recursos apreendidos com os criminosos, já que sua pasta dividirá as funções da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) com o Ministério da Justiça --o ministério da Cidadania fará os trabalhos de acolhimento de dependentes químicos.

Terra reafirmou ainda as promessas de criar o 13º salário para beneficiários do Bolsa Família e prometeu realizar um "grande processo de avaliação da situação atual, do risco dos prédios públicos", como museus.

O ministro da Cidadania recebeu os cargos dos ministros Alberto Beltrame (MDS), Leandro Cruz Fróes da Silva (Esporte) e Sérgio Sá Leitão (Cultura). Como ministro, deu posse a três secretários que cuidarão destas áreas: o deputado federal Lelo Coimbra (MDB-ES) assumirá a Secretária de Desenvolvimento Social; o general da reserva Marco Aurélio Vieira fica responsável pela Secretaria de Esportes; Henrique Medeiros Pires, chefe de gabinete do Ministério do Desenvolvimento Social desde 2016, assume a Secretaria de Cultura.

"Jair Bolsonaro var ser um grande presidente. Isso porque ele está preocupado em fazer com que as coisas aconteçam, não em beneficiar um grupo o partido político, mas para que o Brasil mude de fato", disse. "Temos um presidente que vai fazer avançar muita coisa", ressaltou. 

Oposição aos ministérios unificados

Em sua fala, o ex-ministro dos Esportes Leandro Cruz Fróes da Silva destacou que era publicamente contra a junção dos ministérios. "Apesar de que ser público que eu discordo da unificação dos ministérios, você é um condutor correto para essa tarefa, você tem o tamanho desse desafio", disse Silva. ". Juntamente com o general Marco Aurélio Costa Vieira, vocês saberão conduzir o esporte para o rumo do crescimento e da vitória", afirmou.

Alberto Beltrame, ex-ministro do Desenvolvimento Social, afirmou o Bolsa Família não é propriedade de partidos ou ideologias, e "é um programa que não pode ter reféns e tem que ter visão de estado".

"Assumimos o ministério em momento de grave crise institucional no Brasil. Entramos como golpistas, em uma situação extremamente complexa, política e economicamente, com uma grave crise de desemprego, de inflação, sobretudo com voto de descredito de muita gente. Esperavam que acabaríamos com o Bolsa Família, destruíssemos tudo o que se construiu ao longo dos últimos 25 anos", disse Beltrame. "Ao contrário do que se previa, fortalecemos o Bolsa Família", destacou. "Políticas e programas sociais são de estado, não de governo, e não podem ser confundidos com governo ou governante", afirmou.

Osmar Terra foi ministro do MDS no governo de Michel Temer até o ano passado, quando deixou o cargo para disputar a reeleição como deputado federal. Apesar de ser do MDB, a bancada se apressou em dizer que não era uma indicação do partido.

O ex-ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, não participou da cerimônia de posse de Osmar Terra.

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