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Extinto por Bolsonaro, Ministério do Trabalho continua ativo nas redes

Operários colocam letreiro do Ministério da Economia no prédio onde funcionava o do Trabalho - Pedro Ladeira/Folhapress
Operários colocam letreiro do Ministério da Economia no prédio onde funcionava o do Trabalho Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

03/01/2019 22h39

Apesar de extinto por medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na terça-feira (1º), o Ministério do Trabalho ganhou uma pequena sobrevida nas redes sociais nos primeiros dias do novo governo.

Nesta quinta (3) e na quarta (2), as contas da pasta no Facebook, Instagram e Twitter se mantiveram ativas. As publicações promoveram atividades do antigo ministério, como a emissão de carteiras de trabalho e de registros profissionais.

A maior parte das funções da pasta foi absorvida pelo novo Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes. Outras áreas que foram para o novo ministério são Planejamento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Segundo a assessoria de imprensa do antigo Ministério do Trabalho, as atualizações nas redes sociais estavam pré-agendadas desde a semana passada, antes da posse de Bolsonaro e da MP assinada pelo novo presidente.

Os posts após a extinção da pasta provocaram reações de usuários de redes sociais. "Cara vc é teimoso, tá fazendo o que ainda por aqui se vc nem existe mais?", comentou um no Facebook. No Twitter, outro perguntou: "Vcs ainda existem? Ou resistem?".

Mais cedo hoje, o letreiro que indicava o prédio do Ministério do Trabalho em Brasília foi retirado.

Ainda em novembro, pouco depois de vencer a eleição, Bolsonaro já havia dito que o Ministério do Trabalho seria extinto. O anúncio foi seguido por um protesto de servidores.

A medida provisória que extingiu a pasta está sendo alvo de uma ação da Fenadv (Federação Nacional de Advogados) no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo a entidade, a transferência de funções para o Ministério da Economia representa um conflito de interesses, porque desequilibraria o "trabalho frente ao capital". 

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