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Bolsonaro retira sonda e não tem mais febre; porta-voz confirma pneunomia

Gustavo Maia e Alex Tajra

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

08/02/2019 16h06Atualizada em 08/02/2019 22h34

Boletim médico divulgado na tarde desta sexta-feira (8) pelo Hospital Israelita Albert Einstein informou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve "boa evolução clínica" nas últimas 24 horas e retirou o dreno que havia sido colocado no seu abdome há quatro dias, em razão de um acúmulo de líquido no local.

Apesar de o boletim não citar a pneumonia, segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, o presidente continua com a enfermidade.

O boletim aponta que Bolsonaro continua estável, sem febre e sem dor. Na noite de quarta, ele apresentou temperatura de aproximadamente 38ºC, ainda segundo Rêgo Barros.

Por conta da melhora no intestino, os médicos também decidiram retirar a sonda nasogástrica que ele usava desde a cirurgia a que foi submetido no dia 28 do mês passado, para retirar a bolsa de colostomia que usava desde que levou uma facada em setembro de 2018, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

O comunicado não cita a pneumonia diagnosticada na noite de quarta (6), revelada no boletim desta quinta, mas informa que Bolsonaro "não tem disfunções orgânicas" e que "houve melhora dos exames laboratoriais".

O porta-voz do governo confirmou que o presidente continua com um quadro de pneumonia, mas não detalhou qual o atual estado da doença. Questionado se o presidente estaria com uma bactéria resistente, Barros afirmou que "não foi adiantada essa questão" por parte dos médicos, e que Bolsonaro "respondeu bem à nova leva de medicamentos".

"Serão realizados exames de imagem na medida em que os médicos acreditem que seja necessário confirmar uma melhora ou piora deste quadro. Mas também não me adiantaram quando serão realizados esses exames, eu sei que hoje não vai ser", afirmou o porta-voz da Presidência.

Ao UOL, o cirurgião Antonio Luiz Macedo informou esta tarde que a pneumonia já está debelada.

Segundo a nota, continuam sendo administrados antibióticos e nutrição parenteral, por via endovenosa, além de dieta líquida.

O porta-voz afirmou que a dieta de Bolsonaro está passando por transições. A dieta líquida evoluirá para a pastosa, e posteriormente, aos alimentos sólidos. .Rêgo Barros, entretanto, não traçou um tempo específico para essa mudança. "Olha, só vou te falar que ele tomou um caldo de carne que tem que ser valente para tomar", ironizou, abafado por algumas risadas dos jornalistas presentes

Além dessas medidas, os médicos atuam para prevenir trombose venosa com exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.

Reunião com ministro no hospital

A melhora no quadro clínico do presidente possibilitou, inclusive, que a flexibilização na restrição de visitas --antes limitada a familiares.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República incluiu na agenda de Bolsonaro uma audiência com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O encontro ocorreu por volta de 16h. Este é a primeira agenda presencial dele com um integrante do governo desde a operação, que durou cerca de sete horas.

Hoje, também houve a visita de um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Há uma semana, ele teve uma reunião por videoconferência com o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno.

Segundo o porta-voz, Bolsonaro falou hoje com o vice-presidente, general Hamilton Mourão. "O presidente conversou hoje com o vice Mourão, que esteve no Rio de Janeiro para um encontro Brasil e China. O presidente deliberou por meio desse telefonema e recebeu informações atualizadas por parte do seu vice-presidente. em particular sobre a integração das ações governamentais e planejamentos futuros entre os dois países", declarou.

Porta-voz fala sobre pneumonia de Bolsonaro

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