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Ministro do Turismo diz que alegar foro ao STF foi decisão de advogados

Do UOL, em São Paulo

25/02/2019 19h20Atualizada em 25/02/2019 21h43

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), afirmou que seu pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para interromper uma investigação contra ele em Minas Gerais foi uma estratégia de seus advogados. O MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais) investiga um esquema de candidaturas laranjas do PSL no estado durante a eleição de 2018. O ministro é alvo direto da apuração.

Em entrevista ao Jornal do SBT exibida na noite de hoje, ele ainda negou que pedirá demissão.

"Eu cuido do Ministério do Turismo, os meus advogados cuidam dos nossos processos", disse Álvaro Antônio.

Estou focado em gerar emprego, em gerar renda para o Brasil. E o âmbito jurídico do processo, eu confiei aos meus advogados. A estratégia jurídica dos advogados cabe a eles, está sob a responsabilidade dos meus advogados
Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo

Em recurso apresentado na última quinta-feira (21), o ministro pediu ao STF que determine qual é a instância correta da investigação contra ele e solicitou que a corte suspenda a tramitação da apuração no MP até que tome uma decisão sobre a instância.

Os advogados de Álvaro Antônio usaram a prerrogativa do foro parlamentar como justificativa, alegando que "os fatos investigados teriam sido cometidos durante o exercício parlamentar e seriam intrinsecamente ligados ao cargo público". Na época da eleição, Marcelo Álvaro Antônio era deputado federal e presidente do PSL mineiro. Ele se reelegeu para o cargo, mas foi exonerado para assumir a função de ministro.

"Chance de me afastar não existe"

Questionado se conversou com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre as investigações, o ministro disse que não. "Tive uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro na última quarta. O assunto foi estritamente do ministério do Turismo, ações estratégicas que estamos realizando, sobretudo com objetivo de gerar emprego e renda", disse. "Acredito que o presidente é um homem justo".

O escândalo das candidaturas laranjas do PSL, reveladas em reportagens da Folha de S. Paulo, ajudou a derrubar outro ministro do governo Bolsonaro, Gustavo Bebianno, que chefiava a Secretaria Geral de Governo. Ele foi demitido na última segunda-feira (18).

Marcelo Álvaro Antônio negou que vá pedir demissão ou afastamento. "Essa chance de me afastar não existe", disse ele, justificando ter "100% de certeza que agimos estritamente dentro da legislação eleitoral."

Ministro nega irregularidades e diz que não pedirá demissão a Bolsonaro

SBT Online

"Agimos estritamente dentro da lei"

Sobre as investigações a respeito de candidaturas laranjas, Marcelo Álvaro Antônio afirmou ao SBT que não houve ilegalidades na construção das campanhas do PSL em Minas.

"Essas situações vão ser comprovadas ao longo do processo, ao longo do tempo. Em Minas Gerais, eu posso te afirmar que todos os candidatos e candidatas foram candidatos de forma espontânea, ninguém foi plantado para ser candidato ou candidata", disse o ministro.

"Então, estou absolutamente tranquilo em relação a isso. O tempo e o processo vão mostrar que nós agimos estritamente dentro da lei", completou.

Indagado sobre se não acha estranho que as candidatas envolvidas no esquema tenham recebido altas quantias do fundo eleitoral e que tenham obtido votações mínimas, o ministro afirmou não ter "bola de cristal" para saber qual será o índice de votos dos candidatos. "Isso relata que a lógica entre gasto e voto, na política, não existe."

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