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Lava Jato deverá ter ao menos uma fase por mês, diz chefe da PF no Paraná

O superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Luciano Flores - Eduardo Matysiak/Estadão Conteúdo
O superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Luciano Flores Imagem: Eduardo Matysiak/Estadão Conteúdo

Bernardo Barbosa

Do UOL, em Curitiba

12/03/2019 20h56

O superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Luciano Flores, disse hoje em Curitiba que a Operação Lava Jato deverá ter ao menos uma fase por mês ao longo de 2019. Em fevereiro, a operação --que completa cinco anos neste mês-- chegou à 60ª fase.

"Quando todos imaginavam que ela [Lava Jato] estaria em fase de declínio, terminando, na verdade a gente está com um bom planejamento para este ano de 2019, para ter pelo menos uma fase por mês. Nós temos material para isso", declarou Flores.

Flores assumiu o comando da PF no Paraná no lugar de Maurício Valeixo, escolhido pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, para dirigir a corporação.

Segundo o delegado, a PF está instalando equipamento para armazenar e analisar mais rapidamente o material obtido em operações de busca e apreensão, o que pode levar a novas fases da Lava Jato.

A operação também deverá contar em breve com um reforço nas equipes de investigação em Curitiba, Brasília, São Paulo e Rio, seguindo diretriz determinada pelo novo chefe da divisão de combate ao crime organizado, Igor Romário de Paula --que fazia parte da equipe da PF na capital paranaense.

A PF em Curitiba, por sinal, vai recorrer a esses reforços para suprir a ida de boa parte de sua equipe para a sede da corporação, em Brasília.

"Este ano vai ser, em primeiro lugar, de reorganização, já que a equipe toda da administração regional está em Brasília, hoje comandando a PF, junto ao ministro da Justiça", disse Flores.

Segundo o delegado, a determinação de Igor Romário é que a PF de cada estado ceda "um ou dois" delegados, quatro agentes e dois escrivães para as investigações sobre crime organizado em Curitiba, São Paulo, Rio e Brasília.

"Nós precisamos principalmente de policiais que tenham afinidade com crimes financeiros e análise de material apreendido", afirmou. "Tem que fazer o vínculo do material com um tipo de crime, o que se busca de provas e o que pode surgir no meio daquele material que ainda não se tinha conhecimento."

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