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Senador consegue assinaturas para protocolar CPI da "Lava Toga"

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
13.fev.2019 - Supremo pode ser investigado pelo Senado Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

2019-03-14T18:30:30

14/03/2019 18h30

O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) conseguiu hoje (14) o mínimo de 27 assinaturas para dar entrada no pedido da chamada CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da "Lava Toga". O objetivo, segundo o parlamentar, é investigar a conduta de ministros de cortes Superiores e "abrir a caixa-preta" do Poder Judiciário.

A coleta do mínimo de assinaturas acontece no mesmo dia em que foi protocolado um pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes. Também hoje, o presidente do Supremo Dias Toffoli, prometeu que abrirá inquérito para apurar ofensas e ameaças contra membros da Corte.

O parlamentar ainda tenta acumular mais assinaturas para protocolar o pedido na segunda-feira (18). Isso porque, até o pedido ser lido em plenário, qualquer signatário pode retirar seu nome do pedido. E, caso o documento volte a ter menos de 27 assinaturas, perde validade.

Essa situação já aconteceu em fevereiro. O senador protocolou o pedido, e disse que alguns colegas sofreram pressão de ministros do Supremo. à época, os senadores Tasso Jereissatti (PSDB-CE) e Kátia Abreu (PDT-TO) retiraram as assinaturas do pedido

"É preciso entender que a sociedade exige transparência. Temos que abrir a caixa preta da cúpula do Judiciário", escreveu em seu Twitter.

De acordo com a assessoria do senador, não há assinaturas de petistas e nem de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), único membro do partido que não assina o documento.

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