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Joice: Atrito com Maia é "ruído" e governo tem "bombeiro para apagar fogo"

8.mar.2019 - A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) durante entrevista à Folha em seu gabinete - Pedro Ladeira/Folhapress
8.mar.2019 - A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) durante entrevista à Folha em seu gabinete Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Guilherme Mazieiro e Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

22/03/2019 18h31Atualizada em 22/03/2019 18h47

Líder do governo no Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) disse hoje que o desgaste da relação do governo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é um "ruído" e que o governo tem "bombeiro para apagar fogo". O governo Jair Bolsonaro (PSL) enfrenta um dos momentos mais críticos em relação à formação de uma base para aprovar a reforma da Previdência.

Na tentativa de minimizar a crise com Maia, além da líder, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Felipe Francischini (PSL-PR), também convocou uma coletiva para dar esclarecimentos à imprensa.

Um dos pontos mais sensíveis da relação entre presidente da Câmara e o governo são os ataques feitos pelo filho do presidente e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC).

Ao longo desta semana, conflitos de Maia com o ministro da Justiça, Sergio Moro, e a falta de articulação do governo também contribuíram para dificultar o ambiente favorável à reforma.

"Não estamos no ponto do divórcio. Estamos no ponto de reatar a relação", disse Joice.

Em declarações à imprensa hoje, Maia disse que continua apoiando a pauta, mas deixaria a articulação em torno da reforma da Previdência.

No cronograma de Maia e da CCJ (Constituição de Constituição e Justiça) --por onde inicia a tramitação da reforma da Previdência--, o relator seria apresentado nesta quinta-feira (21). O presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), disse hoje que a falta de base e articulação do governo não criam um ambiente favorável ao início da tramitação.

Em declarações à imprensa hoje, Maia disse que continua apoiando a pauta, mas apontou que deixaria a articulação em torno da reforma da Previdência.

Para minimizar os "ruídos" com Maia, Joice disse que o caminho é "conversar", "dialogar o máximo possível". "O governo quer passar a Previdência. Falar que o governo é adversário do próprio governo é brincadeira, né?"

Perguntada sobre quem é o adversário do governo, ela respondeu que são os "ruídos" de comunicação e "a desinformação".

O adversário são os ruídos, o adversário é a desinformação. A desinformação é o maior adversário do governo. A desinformação em relação à própria Previdência, que ocorre nas redes sociais

Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso

Mais cedo, ela já havia se manifestado nas redes sociais que, sem Maia, "o Brasil empaca".

Sobre as críticas de líderes do Congresso sobre a falta de articulação e organização da base do governo, Joice disse que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, está se reunindo conversando com ministros e organizando uma

"Onyx está absolutamente dedicado a sanar qualquer tipo de ruído, ele é um pacificador assim como o Maia tem sido o maior aliado pela aprovação da nova Previdência", disse.

Francischini disse que a reforma não pode se perder em razão de alguns erros pessoais. "O governo tem que entender que é necessário o mais urgentemente possível a montagem da base a solidificação dessas relações políticas internas", avaliou.

Ele disse que ainda não escolheu ao relator, pois não há ambiente político favorável para colocar a reforma em andamento. "Não é questão de fugir da responsabilidade. Mas muitos membros ainda estão esperando o que vai acontecer", disse.

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