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Operação da PF investiga supostas candidaturas laranjas do PSL em MG

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) - Jake Spring - 16.jan.2019/Reuters
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) Imagem: Jake Spring - 16.jan.2019/Reuters

Nathan Lopes

Do UOL*, em São Paulo

29/04/2019 09h14Atualizada em 29/04/2019 13h57

A PF (Polícia Federal) cumpriu hoje sete mandados de busca e apreensão na Operação "Sufrágio Ostentação". A investigação é a respeito de supostas candidaturas laranjas em Minas Gerais do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte e nas cidades de Contagem, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Lagoa Santa. Eles foram autorizados pelo juiz Renan Chaves Carreira Machado, da 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte. A sede do partido no estado é um dos alvos.

Os nomes dos alvos não foram revelados até o momento. Segundo a Justiça Eleitoral, o inquérito está em segredo de justiça.

O caso dos laranjas do PSL foi revelado pelo jornal "Folha de S. Paulo" em fevereiro. Em Minas, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é apontado responsável pelo esquema. que foi presidente do partido no estado, nega as acusações.

Candidatas a deputada em Minas no ano passado implicaram diretamente o ministro no caso. Zuleide Oliveira, que disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, indicou que houve desvio de dinheiro por meio de candidaturas laranja. O MPF (Ministério Público Federal) recebeu, na semana passada, o material de campanha de Zuleide. Os documentos podem sustentar que o partido não contabilizou gastos nas eleições 2018.

Procurado, o PSL ainda não se manifestou a respeito da operação da Polícia Federal.

Segundo a PF, houve apreensão de documentos relativos a produção de material gráfico de campanhas eleitorais.

Em fevereiro, Bolsonaro disse que havia determinado à PF a apuração dos casos envolvendo candidaturas do PSL. "Conforme o compromisso assumido com Sergio Moro [ministro da Justiça] logo depois da minha eleição, ele tem carta branca para apurar qualquer tipo de crime sobre corrupção e lavagem de dinheiro", falou à Record TV na ocasião.

Após a declaração de Bolsonaro, Moro, que tem a PF entre os órgãos liderados por seu ministério, disse que os fatos seriam apurados por determinação do presidente. "E eventuais responsabilidades após investigações vão ser definidas", comentou na época.

(Com Estadão Conteúdo)

Entenda o esquema de candidaturas de laranjas do PSL

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