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Maia diz que negará viagens a deputados por quórum para votar a Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - Marcos Corrêa - 24.jan.2018 /PR
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) Imagem: Marcos Corrêa - 24.jan.2018 /PR

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

03/06/2019 17h18

Para evitar baixo quórum na votação da reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), passou a negar pedidos de viagem oficial de deputados. Maia quer que o plenário tenha 500 deputados durante a votação das mudanças na aposentadoria.

O número, próximo do total de 513 deputados, é uma maneira de tentar garantir os 308 votos para aprovar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional).

As viagens oficiais --quando deputados representam a Câmara e recebem diárias e não têm descontos por faltas-- precisam ser autorizadas por Maia. Neste mês, muitos parlamentares costumam voltar às bases eleitorais para acompanhar festas juninas e quermesses.

Eu acho que o quórum da Casa tem que estar perto de 500 deputados, eu já estou cancelando viagens dos deputados a partir do dia 20 de junho

Rodrigo Maia, presidente da Câmara

O governo Jair Bolsonaro ainda não tem base na Câmara, além dos 54 nomes do seu partido, o PSL.

O relatório da Previdência deve ser apresentado na comissão especial pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) entre quinta-feira (6) e terça-feira (11).

Com isso, a matéria deverá ser votada na comissão nos dias seguintes. Só depois de aprovada na comissão, a reforma irá a plenário. O que deve acontecer entre a última semana de junho e a primeira de julho.

Maia declarou que, atualmente, a média de deputados nas sessões com votações em plenário gira em torno de 480 nomes. Para PEC ser aprovada são necessários 308 votos.

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