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PSOL questiona na PGR indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada nos EUA

O cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, vago desde abril, deve ser ocupado por Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República - Paola De Orte/Agência Brasil
O cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, vago desde abril, deve ser ocupado por Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República Imagem: Paola De Orte/Agência Brasil

Vanessa Alves Baptista

Do UOL, em São Paulo

12/07/2019 20h58

A bancada do PSOL entrou na noite desta sexta (12) com uma representação na PGR (Procuradoria-Geral da República) para investigar a legalidade da indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil em Washington.

A ação do partido tem como alvos Jair Bolsonaro (PSL) e o do filho dele de 35 anos, deputado federal pelo PSL de São Paulo, que deve ser apontado pelo presidente da República para a embaixada brasileira nos Estados Unidos.

Para o PSOL, a indicação do congressista frauda a Constituição. O partido argumenta que o filho do presidente não tem qualificação técnica nem experiência diplomática para ocupar o cargo.

"Não há na história da diplomacia brasileira registros de indicações de filhos de presidentes ao posto de embaixador", diz o documento destinado à procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

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Desde que o presidente anunciou ontem a decisão de indicar o filho como embaixador em Washington, cargo desocupado desde abril, o assunto tem sido um dos mais comentados na internet.

Partidos de oposição e políticos aliados têm recorrido às redes sociais para atacar ou defender a indicação de Eduardo.

Especialistas, como o americano Peter Hakim, que estuda América Latina há mais de três décadas e é presidente emérito do think tank Inter-American Dialogue, afirma que Eduardo será representante do pai e não do Brasil.

O presidente afirmou que o filho fala inglês com fluência, tem boa relação com a família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e "daria conta do recado perfeitamente".

O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, disse acreditar que a indicação do filho do presidente da República à embaixada mais importante do Brasil no exterior ajuda o Itamaraty a "romper um ciclo vicioso onde nós trabalhamos só para nós mesmos e esquecemos a sociedade do lado de fora".

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