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Bolsonaro reassume Presidência amanhã, diz porta-voz

Bolsonaro publica foto com sonda nasogástrica em seu perfil no Facebook - Reprodução/Facebook
Bolsonaro publica foto com sonda nasogástrica em seu perfil no Facebook Imagem: Reprodução/Facebook

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

12/09/2019 11h31Atualizada em 12/09/2019 16h13

O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, disse hoje que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve reassumir o cargo amanhã, conforme a previsão inicial.

Termina hoje o prazo de cinco dias de afastamento de Bolsonaro para se recuperar de uma cirurgia feita no último domingo (8) para correção de uma hérnia, decorrente de sucessivos procedimentos no abdômen após o ataque a faca sofrido no ano passado.

"O presidente assumirá a partir de amanhã a Presidência, aqui do hospital mesmo", disse o porta-voz em entrevista a jornalistas.

Bolsonaro permanece internado no hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Ainda não há previsão de alta.

Ontem, a equipe médica anunciou que ele teve a alimentação oral suspensa e passou a ser alimentado por via endovenosa.

O presidente também precisou receber uma sonda nasogástrica para eliminar gases do intestino.

O cirurgião médico Antônio Luiz Macedo, que acompanha Bolsonaro desde a facada, disse que a colocação da sonda não representa um retrocesso na recuperação do presidente, mas sim uma "consequência". "Qualquer grande laparotomia [abertura cirúrgica do abdômen], o intestino sente".

Perguntado sobre uma eventual dificuldade na retirada da sonda, o porta-voz não descartou um possível adiamento no retorno de Bolsonaro ao cargo, mas destacou que "não é o que se pensa no momento".

Boletim médico divulgado na manhã de hoje aponta que o presidente tem evolução clínica favorável e recupera progressivamente os movimentos do intestino.

Bolsonaro está em uma ala reservada do hospital. Hoje, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho Carlos Bolsonaro acompanham o presidente.

Segundo assessores da Presidência, ele fez caminhadas que somaram hoje uma distância de 600 metros. Além da fisioterapia motora, Bolsonaro também faz fisioterapia respiratória.

Por indicação médica, as visitas ao presidente continuam restritas. Segundo o porta-voz, no entanto, elas não estão impedidas. Rêgo Barros disse que, caso Bolsonaro precise, ao voltar à Presidência, receber alguma autoridade no hospital, "ele o fará".

"Ele vai exercer o Executivo com todo cuidado, sem excessos", disse.

Macedo também disse que Bolsonaro está tranquilo "como sempre".

Ontem, por ordem do presidente, o secretário da Receita Federal Marcos Cintra foi demitido. Nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a proposta de criação de um imposto nos moldes da antiga CMPF foi o que motivou a decisão.

"Eu não senti ele estressado de ontem para hoje. Ele está como sempre: calmo, tranquilo, com frequência cardíaca baixa", disse.

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