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Carlos Bolsonaro diz que pediu licença para "acompanhar o pai no hospital"

O vereador do Rio Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília - Sergio Lima - 13.ago.18/AFP
O vereador do Rio Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília Imagem: Sergio Lima - 13.ago.18/AFP

Do UOL, em São Paulo

11/09/2019 18h23

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que pediu uma licença não remunerada de seu cargo para "acompanhar o pai no hospital". O presidente foi internado no último dia 7 para passar pela quarta cirurgia desde que sofreu uma facada durante a campanha presidencial do ano passado.

"Solicitei licença não-remunerada para acompanhar meu pai no hospital, impedido regimentalmente de mencionar o número de dias que gostaria. Hoje, é um grande dia! Boas notícias! ! Em breve volto para casa!", escreveu Carlos em seu Twitter.

Ontem, o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, falou sobre o estado de saúde de Bolsonaro, que está se recuperando de uma cirurgia para correção de um hérnia incisional na região do abdômen. A operação foi realizada no domingo (8) e foi considerada bem-sucedida pela equipe médica que cuida do presidente.

"Dormiu bem, e acordou disposto. Após 48 horas de cirurgia, permanece afebril e persistirá com dieta líquida, a base de chá, água, gelatina e caldo ralo. O paciente seguirá com estímulo de caminhada pelo corredor e poderá tomar banho de chuveiro. Serão mantidas medidas de prevenção de trombose venosa, profunda, e as visitas continuam restritas. Não há previsão de alta até o momento.", disse Rêgo Barros sobre Bolsonaro.

Investigação atinge Carlos

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu dois procedimentos para investigar o uso de funcionários fantasmas pelo gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). A informação é da revista Época.

O órgão se baseou em duas denúncias feitas pela revista que revelou em reportagem publicada em junho deste ano que o vereador empregou sete parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro.

Entre os citados pela reportagem da revista e alvo do MP estão Marta Valle, cunhada de Ana Cristina, Gilmar Marques (ex-cunhado), Guilherme Henrique de Siqueira Hudson (primo) e a mulher Ananda Hudson e a sua cunhada, Monique Hudson.

Segundo a publicação, dois familiares teriam afirmado que forma nomeados para o gabinete sem nunca trabalhar para o vereador.

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