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CPMI das Fake News vai começar pelo Twitter

Senador Angelo Coronel (PSD-BA) preside a primeira reunião da CPMI das Fake News no Congresso Nacional - Waldemir Barreto/Agência Senado
Senador Angelo Coronel (PSD-BA) preside a primeira reunião da CPMI das Fake News no Congresso Nacional Imagem: Waldemir Barreto/Agência Senado

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

12/09/2019 14h49

A CPMI das Fake News, criada no Congresso para investigar a produção e disseminação de notícias falsas na internet, ouvirá na próxima semana o representante legal do Twitter no Brasil. Segundo o presidente da comissão mista, senador Angelo Coronel (PSD-BA), o depoente —cujo nome não foi divulgado— confirmou presença para a próxima quarta-feira (18).

Esta será a primeira de uma série de audiências públicas com representantes de empresas de tecnologia e detentoras de plataformas de mídia social. Depois do Twitter, a CPMI ouvirá o WhatsApp, o Telegram, o Facebook, o Instagram e o Youtube.

Os responsáveis pelo site The Intercept Brasil também serão convocados, assim como a professora universitária e blogueira feminista Lola Aronovich, residente no Ceará, alvo de uma campanha difamatória na internet que resultou em perseguição física.

Reportagem do UOL publicada hoje mostra que a CPMI das Fake News terá 1 relatoria principal, a cargo da deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), e três sub-relatorias concentradas em eixos temáticos (eleições, cyberbullying e política e privacidade de dados).

Dentro da comissão mista há uma disputa política entre o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e a oposição. Os correligionários do mandatário alegam que a investigação tem caráter revanchista, pois o foco principal é o compartilhamento de fake news durante a eleição presidencial do ano passado.

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