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Gilmar: 'Moro virou um personagem que Bolsonaro leva para jogo do Flamengo'

Do UOL, em São Paulo

15/10/2019 02h30

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o ministro da Justiça, Sergio Moro, "virou um personagem que (Jair) Bolsonaro leva para jogo do Flamengo".

Gilmar participou do programa Conversa com Bial, da TV Globo, e foi perguntado pelo apresentador se havia lugar para Moro no Supremo.

"Moro chegou quase que como um primeiro-ministro. Depois ele virou esse personagem que o Bolsonaro leva para o jogo do Flamengo. Ele está precisando do Bolsonaro. Antes o Bolsonaro precisava dele, depois ele passa a precisar do Bolsonaro", afirmou.

Veja outros tópicos importantes do programa, que foi exibido na madrugada desta terça-feira.

Julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

"Não sei, vamos ter de executar com muito cuidado, há a impressão de que há muitos vícios, eu tenho dito que o Lula merece um julgamento justo. Tudo isso que vem se revelando de fato mostra suspeita sobre esse caso".

Suspeição de Moro nas sentenças da Lava Jato

"Estou estudando. Vamos ter capítulo sobre o eventual significado da Vaza Jato, o eventual aproveitamento ou não de prova ilícita nesta questão".

Futuras indicações de Bolsonaro ao STF

"Ele disse que indicaria alguém 'terrivelmente evangélico'. O importante é que indique alguém que saiba ler a Constituição, se for evangélico não terá nenhum problema".

"Lavajatismo"

O ministro ainda criticou a abordagem da mídia às ações do STF (Supremo Tribunal Federal).

"Quero dividir a minha responsabilidade com vocês. Vocês têm uma grande parcela de responsabilidade. Quando vocês dizem 'Gilmar solta', e estou falando porque já reclamei para a Rede Globo, a decisão foi da turma, mas vocês dizem 'Gilmar solta', mas não explicam do que se trata. Houve um lavajatismo militante da mídia, a mídia aderiu a isso. Nós ficamos como os bandidos da história, aqueles que erraram ao soltar", afirmou.

"A mídia faz parte disso. A Lava Jato é case de sucesso de mídia, são melhores publicitários que juristas. Houve essa coalizão, essa coabitação. A responsabilidade é muito maior da mídia do que minha", completou o ministro,

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