Topo

Crise no PSL: Joice diz que é candidata a prefeita e "ponto final"

A líder do Governo na Câmara, Joice Hasselmann (PSL-SP), discursa durante a votação da Reforma da Previdência, no plenário da Casa, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (10) - Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
A líder do Governo na Câmara, Joice Hasselmann (PSL-SP), discursa durante a votação da Reforma da Previdência, no plenário da Casa, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (10) Imagem: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

16/10/2019 20h00

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), reforçou publicamente sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Um dos quadros mais expressivos do partido, a deputada não havia se pronunciado publicamente sobre o racha no PSL.

"Eu sou candidata e ponto final. Não vou deixar a esquerda assumir a prefeitura de São Paulo. Só um irresponsável faria isso. Se aparecer um candidato com mais musculatura que eu, com juízo, com a cabeça em cima do pescoço, que pense em São Paulo e seja aliado com a direita até eu apoio. Mas esse candidato com musculatura não apareceu", afirmou a deputada.

As declarações foram dadas após uma reunião de parte da bancada do PSL. O encontro não chegou a um consenso sobre o fim da crise no partido.

O PSL passa por uma crise e há dois blocos disputam o comando da sigla, um apoiado por Bolsonaro e outro próximo ao presidente Luciano Bivar (PSL-PE). Em jogo estão os mandatos da segunda maior bancada da Câmara e fundo partidário (verba pública para o funcionamento das agremiações) que gira em torno de R$ 110 milhões.

"Eu tenho convite de cinco partidos, fico muito feliz que os partidos abram as portas para mim. Mas eu sou PSL. E como eu disse, jamais seria a primeira a trair. Jamais trairia ninguém. Agora, se eu for traída, aí é outra história", declarou.

A indireta sobre traição é para o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que preside a sigla no estado de São Paulo e não apoia a corrida de Joice.

Política