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Senado aprova MP de Bolsonaro que foi alvo de obstrução do PSL na Câmara

O presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Alvorada - Adriano Machado/Reuters
O presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Alvorada Imagem: Adriano Machado/Reuters

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

16/10/2019 18h30

O Senado Federal aprovou hoje a medida provisória do governo que retira a articulação política das mãos de Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, e transfere para a Secretaria de Governo, comandada desde junho pelo general Luiz Eduardo Ramos.

O projeto esteve ontem no meio do fogo cruzado do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Em pé de guerra com a ala leal ao mandatário, deputados ligados ao presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), se juntaram à oposição na tentativa de fazer obstrução no plenário.

A bancada foi orientada pelo líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (GO), e conseguiu obstruir a votação da MP por cerca de uma hora. Ao fim dos trabalhos, a medida acabou aprovada e seguiu para o Senado.

O governo tinha pressa para colocar a matéria em votação, já que sua validade expiraria amanhã.

A tramitação no Senado foi bem mais tranquila do que na Câmara. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), inseriu a MP extrapauta na Ordem do Dia de hoje. A matéria vai agora à sanção presidencial.

3.dez.2018 - O presidente do PSL, Luciano Bivar, no escritório de sua empresa, no Recife - Clara Gouvêa/UOL
3.dez.2018 - O presidente do PSL, Luciano Bivar, no escritório de sua empresa, no Recife
Imagem: Clara Gouvêa/UOL

Crise no PSL

O racha do PSL acontece em público. As discussões e trocas de ofensas ficaram ainda mais evidentes na obstrução feita pelo PSL. O líder da sigla na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), sustentou que o partido é o que mais apoia o governo, mas ainda assim colocou obstrução na matéria.

"Os parlamentares, em sua maioria, estavam na reunião e por isso tive que sair correndo. Vou lá [no plenário] adequar essa orientação", justificou Waldir, ontem.

O clima dentro do partido com 53 deputados é de guerra declarada. O grupo próximo a Bivar se uniu e criou um entendimento de que se qualquer um dos 33 agregados sofrer ataques de Bolsonaro ou dos correligionários, haverá revide.

"O partido está completamente rachado, e agora, se vierem nos atacar vamos usar a estrutura partidária para punir, limitar atuação, encontrar meios de revidar", disse um dos líderes do grupo bivarista.

O grupo que se aliou a Bolsonaro e critica a direção do PSL estuda maneiras de sair do partido e levar consigo sua cota de fundo partidário (verba pública que financia o funcionamento partidário) e o mandato.

Para isso tentam justificar que falta transparência e há irregularidades na prestação de contas do partido. Isso lhes garantiria direito de sair sem punições, segundo advogados de Bolsonaro.

Entre esses membros, além do presidente, estão Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Carla Zambelli (PSL-SP) e outros.

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