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Eduardo Bolsonaro diz que quer rodar o Brasil 'pregando o conservadorismo'

27.nov.2019 - O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante discussão com representantes do setor de telecomunicações - Pedro Ladeira/Folhapress
27.nov.2019 - O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante discussão com representantes do setor de telecomunicações Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

29/11/2019 11h58

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que vai "rodar o Brasil" em 2020, "fazendo um trabalho de formiguinha, pregando o conservadorismo e defendendo" o governo do pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Falar em conservadorismo, resgaste histórico, aproximar as pautas do governo da sociedade. O que foi reforma da Previdência? Como vai ser o pacote anticrime? Por que o governo fez assim e não assado? O presidente tem uma agenda muito complicada, muito corrida. Sou demandado em todo o Brasil, todo o Brasil bate na porta do gabinete. Só vou aproveitar os convites que me são feitos", disse o filho "zero três", em entrevista à coluna de Guilherme Amado, na revista Época.

Questionado se pretende suceder o pai, ele lembrou que só poderá concorrer a outros cargos quando Bolsonaro deixar o Planalto. "Não sou candidato a nada, eu só poderia me candidatar a presidente em 2030. Aqui não é terra de Evo Morales. Não vou herdar o governo. Vou herdar o Brasil de meu pai."

Processos no Conselho de Ética

O deputado disse não se preocupar com os processos contra ele no Conselho de Ética — um por ter ofendido a ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP) pelas redes sociais e outro por sugerir a convocação de "um novo AI-5" para reprimir manifestações no país.

"Me inspiro muito em meu pai. Ele já respondeu uns 30 processos no Conselho de Ética, nenhum por roubar, todos só por falar", disse.

O parlamentar ainda se explicou novamente sobre a fala do AI-5, dizendo que não tem a intenção de fechar o Congresso.

Lula fez dólar disparar

Para Eduardo, a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe "insegurança jurídica para o Brasil", algo que, em sua visão, teria feito o dólar disparar. "Estão tentando atribuir ao Bolsonaro algo (a alta do dólar) que não foi ele quem fez. O presidente deu uma declaração para que o dólar subisse? Não", defendeu.

No entanto, na noite de segunda-feira (25), em Washington, nos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que não é possível se assustar com a ideia de alguém pedir o AI-5 diante de uma possível radicalização dos protestos de rua no Brasil.

O ministro também afirmou que, diante da redução da taxa básica de juros, a cotação de equilíbrio do dólar "tende a ir para um lugar mais alto". Segundo o ministro, o Brasil tem uma moeda forte, e flutuações no câmbio não são motivo de preocupação. Duas especialistas ouvidas pelo UOL atribuíram o avanço da moeda à repercussão negativa das declarações de Guedes.

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