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Em liberdade, Dirceu é celebrado por militância do PT: "Só faço política"

17.Mai.2018 - O ex-ministro José Dirceu concede entrevista na sua casa   - Lula Marques/Folhapress/Fotos Públicas
17.Mai.2018 - O ex-ministro José Dirceu concede entrevista na sua casa Imagem: Lula Marques/Folhapress/Fotos Públicas

Igor Mello

Do UOL, no Rio

07/02/2020 18h08Atualizada em 07/02/2020 18h18

Primeira figura pública do PT a chegar no evento de comemoração dos 40 anos do partido, no Rio de Janeiro, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu circula com desenvoltura entre a militância e garante que seguirá participando da vida política do país, ainda que nos bastidores.

Por onde passa, Dirceu é abordado por militantes do PT já presentes no Circo Voador, na Lapa, região central do Rio. Entre muitas selfies e abraços, ele garantiu que segue participando das discussões do partido desde que deixou a prisão, em novembro de 2019 — beneficiado pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu o cumprimento de pena após a condenação em segunda instância.

O homem forte do Governo Lula foi condenado duas vezes na Operação Lava Jato em processos. Antes, ele já havia sido sentenciado no processo do Mensalão.

Perguntado sobre sua atividade partidária após a liberdade, Dirceu contou estar rodando o país lançando um livro e afirmou, em meio a sorrisos: "Eu só faço política".

O ex-ministro contou estar em contato com a direção do partido, que se prepara para as eleições municipais de 2020. "Vou ajudar a direção, estou ajudando a Gleisi [Hoffmann, presidente nacional do PT]. Nos estados eu ajudo, nas cidades eu me reúno com o partido e os vereadores", relatou.

Embora não tenha deixado claro se terá um papel em negociações de alianças, Dirceu destacou o fato de seguir tendo canais de diálogo. "Mantenho relação com os outros partidos porque mantenho relação com todos eles há 30 ou 40 anos. Muito boas relações", garantiu.

Apesar da recepção calorosa, Dirceu disse que não irá discursar no evento. São aguardados pela militância petista o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, candidato derrotado do partido na eleição presidencial de 2018, e a deputada federal Gleisi Hoffmann.

A presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é garantida pela organização, mas foi citada por Dirceu. "Hoje é dia de festa para o Lula", lembrou.

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