PUBLICIDADE
Topo

Política

Esse conteúdo é antigo

Moro abandona cerimônia no TST após Cid Gomes ser baleado

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

19/02/2020 19h10Atualizada em 19/02/2020 22h36

Minutos depois de o senador Cid Gomes (PDT-CE) ser baleado, o ministro da Justiça, Sergio Moro, abandonou cerimônia de posse da primeira mulher a dirigir o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a ministra Cristina Peduzzi.

O evento era realizado no tribunal. O ministro se levantou e deixou o prédio para acompanhar desdobramentos da investigação do crime. A cerimônia teve a presença do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, que trocou farpas com Moro nos últimos meses.

O senador Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes (PDT), foi baleado hoje à tarde em Sobral, no interior do Ceará, em meio a um protesto de policiais militares. O político pilotava uma retroescavadeira para tentar furar o bloqueio de policiais que reivindicam aumento salarial quando a confusão começou.

A assessoria do senador informou que o disparo partiu de uma arma de fogo e que Cid passou por estabilização no Hospital do Coração de Sobral.

O senador foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral no início da noite. Segundo a assessoria do Hospital do Coração de Sobral, para onde Cid foi levado inicialmente, o senador foi atingido por dois projéteis: um entrou na clavícula e saiu e outro o atingiu no pulmão esquerdo.

Seu quadro é estável após drenagem de pneumotórax, e o cardiograma não demonstrou comprometimento das cavidades cardíacas. O senador passará por uma tomografia na Santa Casa, mas está "conversando e tranquilo" segundo a equipe médica.

Quem é a nova presidente do TST

A nova presidente do TST, Cristina Peduzzi, vai dirigir também o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). O vice dela será o ministro Vieira de Mello Filho; o corregedor-geral, ministro Aloysio Corrêa da Veiga.

Cristina está desde 2001 no tribunal, onde já atuou na vice-presidência entre 2011 e 2013. Ela também fez parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre 2013 e 2015.

Escolhida em dezembro por seus pares —22 homens e 4 mulheres—, assume agora um mandato de dois anos, sucedendo ao ministro João Batista Brito Pereira.

Errata: o texto foi atualizado
Diferente do que foi informado no texto, Cid Gomes é filiado ao PDT, e não ao PSB. A informação foi corrigida.

Política