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Moro diz que fugas em presídios estão ligadas a restrições por coronavírus

Policiais em frente a presídio de Tremembé após fuga de detentos, em São Paulo - ROOSEVELT CASSIO
Policiais em frente a presídio de Tremembé após fuga de detentos, em São Paulo Imagem: ROOSEVELT CASSIO

Colaboração para o UOL

17/03/2020 20h58

Em entrevista à rádio Jovem Pan, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, comentou sobre a fuga em massa de detentos na última segunda-feira, 16, em presídios do estado de São Paulo. Para o ministro, não há conexão com as ações do governo no combate ao crime organizado, mas sim com as medidas restritivas para evitar a contaminação por coronavírus.

"O governo federal e os governos estaduais buscam evitar a propagação do coronavírus dentro dos presídios. Infelizmente temos que impor restrições como visitas em presídios federais, alguns estados também estão impondo restrições. O governo do estado de São Paulo anunciou que iria suspender as saída temporárias de presos e houve uma resignação de parte da população prisional que queria ter a 'saidinha' e acabou fugindo. Acredito que até com medo também do próprio coronavírus", explicou.

Para o ministro, a questão não é encarada como um grande problema de segurança pública e acredita que haverá uma colaboração da maior parte da população carcerária.

"Existem muitas pessoas buscando a reabilitação. Elas querem voltar ao convívio da sociedade. Eles também têm um sentimento de responsabilidade, de preservação para não serem contaminados com a doença e também evitar que seus familiares sejam contaminados, principalmente durante as visitas [...] Não é nenhuma punição, são medidas para proteger os presos e seus familiares", completou.

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