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Governadores do NE lançam carta: 'agressões e brigas não salvarão o país'

Agatha Gameiro/Framephoto/Estadão Conteúdo
Imagem: Agatha Gameiro/Framephoto/Estadão Conteúdo

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

25/03/2020 16h14

Os nove governadores do Nordeste divulgaram uma carta na tarde de hoje classificando o momento vivido pelo Brasil como "gravíssimo" e cobrando medidas do governo federal no enfrentamento ao coronavírus, "um adversário a ser vencido com muito trabalho, bom senso e equilíbrio."

"Agressões e brigas não salvarão o País. O Brasil precisa de responsabilidade e serenidade para encontrar soluções equilibradas. É um momento de união, de se esquecer diferenças políticas e partidárias. Acirramentos só farão prejudicar a gestão da crise", alegam os governadores, todos de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Ficamos frustrados com o posicionamento agressivo da Presidência da República [ontem à noite], que deveria exercer o seu papel de liderança e coalizão em nome do Brasil", explicam na carta.

No texto eles alegam que vão continuar "adotando medidas baseadas no que afirma a ciência seguindo orientação de profissionais de saúde, capacitados para lidar com a realidade atual" e "manter as medidas preventivas gradualmente revistas de acordo com os registros informados pelos órgãos oficiais de saúde de cada região."

Os governadores ainda pedem uma urgente ação de coordenação e cooperação nacional para proteger empregos e a sobrevivência dos mais pobres.

"É um momento de guerra contra uma doença altamente contagiosa e com milhares de vítimas fatais. A decisão prioritária é a de cuidar da vida das pessoas, não esquecendo da responsabilidade de administrar a economia dos estados. Entendemos que cabe ao Governo Federal ação urgente voltada aos trabalhadores informais e autônomos", completam.

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