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Se sobrecarregar o sistema vamos escolher quem vive ou morre, diz Witzel

Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro - Dikran Junior/Futura Press/Estadão Conteúdo
Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro Imagem: Dikran Junior/Futura Press/Estadão Conteúdo

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

09/04/2020 10h06

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC-RJ), disse que se a população não ficar em casa durante a pandemia do novo coronavírus, o sistema de Saúde será sobrecarregado e "vamos ter que escolher quem vive e quem morre". A declaração foi dada em entrevista à Rádio Tupi, na manhã de hoje (09).

"É preciso ficar em casa, se não fizer isso vamos sobrecarregar o sistema e vamos ter que escolher quem vive e quem morre e vai ser muito doloroso. Vai ser uma marca muito dura na história do nosso país", disse Witzel.

O governador considerou que nenhum país do mundo estava preparado para atender a demanda de doentes da nova doença e citou exemplos como da Itália e Espanha, países europeus que somam mais de 20 mil mortos.

Nesta semana, Witzel anunciou que vai estender a quarentena no estado até o final do mês, mas flexibilizou o isolamento social em cidades sem incidência de Covid-19.

Não podemos ficar flexibilizando, se tiver locais com aglomeração tem que fazer o isolamento. Witzel defendeu que os prefeitos isolem parques e locais que podem gerar grandes aglomerações, como camelódromos.

Fundão Eleitoral

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), participou da entrevista e disse que a Câmara trabalha para votar medidas que ajudem o governo federal no combate à crise.

Maia disse que cabe ao governo Jair Bolsonaro (sem partido) definir se usa ou não o montante de quase R$ 3 bi do fundo eleitoral (para financiar eleições) e fundo partidário (para custear o funcionamento de partidos). Maia já havia sinalizado que não é contra o uso do fundo no combate ao coronavírus.

Sobre as eleições, marcadas para outubro deste ano, o presidente da Câmara disse que o ideal é que não sejam canceladas e que aconteça ainda neste ano, até dezembro.

Política