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FHC rebate acusação de Roberto Jefferson e nega "complô" com Maia e Doria

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em foto de 2018 - Felipe Rau/Estadão Conteúdo
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em foto de 2018 Imagem: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

21/04/2020 13h46Atualizada em 21/04/2020 13h52

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) usou hoje as redes sociais para negar que esteja em um "complô" com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para derrubar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A acusação foi feita pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ex-parlamentar afirmou que Fernando Henrique é o "maestro" de uma "orquestra" formada para discutir o impeachment de Bolsonaro.

"O Rodrigo [Maia] é muito habilidoso e está reunido com Fernando Henrique, Doria, Wilson Witzel [governador do Rio], com o presidente da OAB [Felipe Santa Cruz] e partidos de esquerda. O maestro dessa orquestra é o Fernando Henrique", afirmou Jefferson ao jornal.

"Nada mais errado: não quero tal. Melhor ter paciência histórica. Respeito o voto popular. Discordar é normal, sem derrubadas. Coesão contra o vírus, é preciso. Não intrigas", rebateu Fernando Henrique.

Bolsonaro transmitiu live do ex-deputado

No domingo (19), Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em que apareceu assistindo a uma live de Jefferson, condenado por corrupção pelo esquema do mensalão. Na live, o ex-deputado acusou Maia de arquitetar um "golpe parlamentarista".

Jefferson, que é presidente do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), disse que Maia estaria se movimentando para votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 101/2003, para permitir que os presidentes da Câmara e do Senado tentem reeleição. O mandato de Maia à frente da Câmara termina em 31 de janeiro de 2021.

O ex-deputado não apresentou provas, disse apenas que os planos foram relatados a ele por parlamentares do seu partido.

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