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Bolsonaro compara lockdown no Maranhão com situação na Venezuela

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

10/05/2020 10h02Atualizada em 10/05/2020 16h49

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comparou hoje o lockdown em São Luís, no Maranhão, ao caos social vivido pela Venezuela, país vizinho que vem atravessando grave crise política e econômica nos últimos anos.

Pelo Twitter, o mandatário utilizou um vídeo, com data não especificada, para criticar a gestão o governador Flávio Dino (PCdoB).

As imagens trazem um policial militar, com a bandeira do Maranhão estampada na farda, em um procedimento de revista dentro de um ônibus. O agente de segurança pergunta se os passageiros estão se deslocando por motivo de "atividade essencial" —ou seja, dentro das exceções previstas pelo decreto que enrijeceu a quarentena no estado em decorrência da pandemia do coronavírus.

O material mostra ainda o PM pedindo às pessoas sem documento e/ou "declaração de que vai trabalhar" que desçam do coletivo. Não é possível identificar a autoria do vídeo, tampouco se ele foi realmente registrado no sistema de transporte público maranhense.

Bolsonaro afirmou no Twitter que "assim o povo está sendo tratado e governado" no estado e fez uma referência direta a Dino, rival político do presidente por representar o campo da esquerda no espectro ideológico. Por fim, fez uma comparação com o caos na Venezuela.

Resposta de Flávio Dino

Também pelo Twitter, o governador afirmou que o adversário iniciou o domingo com uma agressão e "tentando sabotar medidas sanitárias" de enfrentamento à pandemia.

Para Dino, Bolsonaro "finge estar preocupado com o desemprego". "Deveria então fazer algo de útil e não ficar passeando de jet ski para 'comemorar' 10.000 mortos."

Ordem judicial

O lockdown, que representa o bloqueio total das atividades, foi imposto pela Justiça no fim de abril e, até o momento, tem um prazo fixado em dez dias. O governo estado aderiu à determinação, que está em vigor desde 5 de maio. A medida abrange quatro municípios da Ilha de São Luís, a região metropolitana da capital maranhense.

Além das atividades consideradas essenciais, como profissionais da segurança pública, da saúde, jornalistas, entre outras categorias, não estão submetidos ao lockdown trabalhadores do setor de alimentação, farmácias, portos e indústrias com turnos de 24 horas. O uso de máscara é obrigatório.

São Luís foi a primeira cidade do país a adotar o lockdown, em um momento em que a epidemia não dá sinais de diminuir. Ontem, o país ultrapassou a marca de 10 mil mortes por coronavírus, com 730 novos casos registrados no período das últimas 24 horas. O Brasil se tornou a sexta nação no mundo com o maior número de óbitos decorrentes da covid-19.

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