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Schelp: No governo Bolsonaro não faz diferença quem é secretário de Cultura

Do UOL, em São Paulo

22/05/2020 04h00

Com pouco mais de dois meses à frente da secretaria especial da Cultura, Regina Duarte foi mais uma a deixar o seu posto, assim como aconteceu com os ex-ministros Sergio Moro, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Na última quarta-feira, com a publicação nas redes sociais de um vídeo em que aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ela declarou que estava sendo conduzida para um cargo na Cinemateca, em São Paulo.

No podcast Baixo Clero #39, o jornalista Diogo Schelp destaca a forma como o governo federal tirou a relevância da Cultura e, por isso, não faz diferença quem vai ser o novo indicado para a pasta.

"Parece que não faz muita diferença atualmente quem é o secretário de Cultura, porque o governo já transformou isso numa pasta irrelevante. E qual é a política de cultura que o governo está disposto a fazer nessa pandemia?", questiona Schelp (disponível no arquivo acima a partir de 36:20).

"Na verdade, a Regina Duarte assumiu já sem uma proposta, sem ideias, sem coisas a fazer, e a saída dela foi patética. Aquela coisa de ter uma saída honrosa me parece que serve para desviar a atenção do que realmente tem tirado o sono dos brasileiros atualmente, que é a economia e a questão da saúde pública", completa o jornalista.

Maria Carolina Trevisan analisa o nome de Mário Frias, ator que é citado como provável substituto de Regina Duarte na secretaria.

"Ele é o mais bem cotado. Tem esse perfil ideológico, olavista, 'super defende' o Bolsonaro, mas de gestão de cultura ele não tem nenhuma experiência", diz Trevisan.

Baixo Clero está disponível no Spotify, na Apple Podcasts, no Google Podcasts, no Castbox, no Deezer e em outros distribuidores. Você também pode ouvir o programa no YouTube. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

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