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Bolsonaro chama manifestantes contra governo de "terroristas e maconheiros"

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

05/06/2020 09h49

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se referiu hoje a manifestantes autodenominados "antifascistas" como "terroristas", "marginais", "maconheiros" e "desocupados".

Durante discurso em evento de inauguração de um hospital de campanha em Goiás, na manhã de hoje, o mandatário atacou os participantes de protestos contra o seu governo e pediu que seus apoiadores não vão às ruas no próximo domingo (7), como fazem todos os finais de semana.

"Estamos assistindo agora grupos de marginais, terroristas, querendo se movimentar para quebrar o Brasil. Esses marginais tiveram uma ação em São Paulo, esses terroristas voltaram logo depois para alguma ação em Curitiba, estão nos ameaçando", declarou ele.

"Geralmente são marginais, terroristas, maconheiros, desocupados que não sabem o que é economia, não sabem o que é trabalhar para ganhar seu pão de cada dia. Querem quebrar o Brasil em nome de uma democracia que eles nunca souberam o que é e nunca zelaram por ela."

Para Bolsonaro, seus apoiadores não devem ir às ruas nos dias em que estiverem marcados atos em oposição ao governo.

"O outro lado que luta por democracia, que quer o governo funcionando, quer um Brasil melhor e preza por sua liberdade, que não compareça às ruas nestes dias para que as forças de segurança não só estaduais bem como nossa federal façam seu devido trabalho porventura esses marginais extrapolem os limites da lei."

"Agora, tenho certeza, Caiado, se vier aqui [manifestações contrárias ao governo] você vai tratar com a dureza da lei que eles merecem", completou o presidente, dirigindo-se ao governador do estado, Ronaldo Caiado (DEM).

Bolsonaro viajou de helicóptero a Águas Lindas, cidade próxima à divisa entre Goiás e o Distrito Federal, para acompanhar a inauguração do hospital de campanha construído em parceria entre os governos federal e estadual. A unidade, pronta há 40 dias, foi inaugurada com atraso.

Durante a solenidade, Bolsonaro tentou selar a paz com o governador goiano. Eles tinham rompido devido a divergências de pensamento em relação ao enfrentamento à pandemia do coronavírus.

Caiado, que é médico, se disse indignado com a postura do presidente, crítico ferrenho do isolamento social como medida de prevenção. O governador, por sua vez, defende a quarentena.

Escorregão

Bolsonaro escorregou antes de entrar no hospital de campanha de Águas Lindas. Ele chegou ao evento sem máscara e, ao descer do helicóptero, acabou se desequilibrando. O presidente apertou a mão de algumas pessoas que esperavam por ele no local.

Bolsonaro leva tombo antes de inauguração de hospital em Goiás

Política