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Salles rebate acusações de enriquecimento ilícito: 'Abuso de autoridade'

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista exclusiva ao UOL/Folha, em Brasília - Kleyton Amorim/UOL)
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista exclusiva ao UOL/Folha, em Brasília Imagem: Kleyton Amorim/UOL)

Colaboração para o UOL

11/06/2020 20h34

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, comentou sobre as acusações de enriquecimento ilícito no período em que foi secretário do governo de Geraldo Alckmin (PSDB). A 5ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo determinou a quebra de sigilo bancário do escritório de advocacia de Salles e da mãe e sócia, Diva Carvalho de Aquino.

Ao programa Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, o ministro disse que as acusações são absurdas e garante que todas as informações foram declaradas no imposto de renda.

"Os recursos que o promotor de Justiça indica como suspeitos estão declarados no meu imposto de renda integralmente. É absurdo classificar como transferências suspeitas honorários que o próprio escritório transfere para o seu sócio, ou seja, o meu escritório pagou para mim depois de ter recebido os honorários e pago os impostos. Claramente está acontecendo um abuso de autoridade", explicou.

Salles classificou como infundadas as acusações e que o inquérito insiste em ignorar as provas.

"Estive no governo por duas oportunidades: de março de 2013 até dezembro de 2014 como secretário particular do governador de São Paulo e, um ano e meio depois, como secretário de Meio Ambiente, entre julho de 2016 e agosto de 2017. Em um período de 70 meses, por menos de 30 meses eu fui secretário, os outros 40 meses fui advogado e ele ignora completamente esse fato", justificou.

O ministro também disse que entrará com uma representação junto à Corregedoria do Ministério Público para apurar irregularidades no inquérito e o vazamento de dados sigilosos à imprensa.

"O promotor vai responder sobre esses abusos de autoridade, vazamentos de informações que são sigilosas até para mim. Eu não consigo acessar certos documentos através dos meus advogados, mas vejo os mesmos documentos sendo publicados na imprensa no dia seguinte. Ele será indagado do porquê passados 10 meses da investigação eu não fui sequer chamado para prestar esclarecimentos pessoalmente e o inquérito continua avançando", complementou.

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