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Flávio Bolsonaro diz que decisão do Facebook 'não condiz com a democracia'

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) fala ao celular no plenário do Senado - Pedro França/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) fala ao celular no plenário do Senado Imagem: Pedro França/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

08/07/2020 18h23

Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) questionou hoje a decisão do Facebook, que desarticulou uma rede de 73 contas, 14 páginas e um grupo na rede social e no Instagram. Estas páginas eram formadas por funcionários do gabinete do próprio senador, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e outros nomes envolvidos com o PSL, partido pelo qual o presidente se elegeu.

"O governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio popular nas ruas e nas redes sociais e, por isso, é possível encontrar milhares de perfis de apoio. Até onde se sabe, todos eles são livres e independentes. Pelo relatório do Facebook, é impossível avaliar que tipo de perfil foi banido e se a plataforma ultrapassou ou não os limites da censura. Julgamentos que não permitem o contraditório e a ampla defesa não condizem com a nossa democracia, são armas que podem destruir reputações e vidas", diz a nota enviada à imprensa por Flávio.

As remoções das páginas ocorreram porque elas empregavam ações vetadas pela plataforma, como o uso de contas falsas, envio de spam ou adoção de ferramentas artificiais para ampliar a presença online. Redes coordenadas deste tipo também foram derrubadas nos Estados Unidos, na Ucrânia e outros países da América Latina.

No Brasil, ainda que os envolvidos tenham tentado disfarçar suas identidades, o Facebook conseguiu constatar a ligação da rede com pessoas conectadas ao PSL e funcionários dos deputados Anderson Moraes e Alana Passos (ambos do PSL-RJ) e ao "clã" Bolsonaro. A rede alega que não há indícios de que os membros da família estejam diretamente envolvidos.

Imagens mostram memes políticos de contas derrubadas pelo Facebook ligadas ao presidente Jair Bolsonaro e PSL - Divulgação/Facebook - Divulgação/Facebook
Imagens mostram memes políticos de contas derrubadas pelo Facebook ligadas ao presidente Jair Bolsonaro e PSL
Imagem: Divulgação/Facebook

As contas divulgavam postagens e memes sobre política e eleições, além de críticas a figuras da oposição, organizações de mídia e jornalistas. Mais recentemente o grupo passou a distribuir textos, vídeos e fotos sobre a pandemia de coronavírus.

Algumas das imagens divulgadas pelo Facebook mostravam posts sobre o ex-ministro Sergio Moro e uma publicação que acusava a TV Globo de inventar falsas mortes por covid-19.

Ao todo, foram desmobilizados no Brasil:

  • 35 contas no Facebook
  • 38 contas no Instagram
  • 14 páginas
  • 1 grupo no Facebook

Essa rede possuía:

  • 883 mil seguidores no Facebook
  • 350 inscritos no grupo
  • 917 mil seguidores no Instagram

Em outros países foram desativadas:

  • Canadá e Equador: 41 contas e 77 Páginas no Facebook, e 56 contas no Instagram
  • Ucrânia: 72 contas e 35 Páginas no Facebook, e 13 contas no Instagram
  • EUA: 54 contas e 50 Páginas do Facebook, e quatro contas no Instagram

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