PUBLICIDADE
Topo

Política

Bolsonaro não está preocupado com candidatura de Moro, diz líder do governo

Senador Eduardo Gomes negou que o governe trabalhe para evitar candidatura de Moro - Kleyton Amorim/UOL
Senador Eduardo Gomes negou que o governe trabalhe para evitar candidatura de Moro Imagem: Kleyton Amorim/UOL

Do UOL, em São Paulo

03/08/2020 12h43

Líder do governo no Congresso Nacional, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) disse hoje que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não se preocupa com uma eventual candidatura do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro à presidência em 2022. Em meio ao debate atual sobre a quarentena de juízes, Gomes negou que o governo tente tirar Moro da disputa presidencial.

"O governo não pode ter opinião sobre algo que não foi votado ainda e, sinceramente, não tem movimentação no governo como governo com esse assunto, não vemos o presidente preocupado com candidatura do Moro ou qualquer outro candidato", afirmou o senador ao blog da Andréia Sadi.

Gomes respondia sobre o projeto de lei do deputado federal Fábio Trad (PSD-MS). A proposta, em tramitação na Câmara, propõe um período mínimo de seis anos para que magistrados possam se candidatar. Atualmente, essa quarentena é de apenas seis meses.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do STF (Superior Tribunal Federal), Dias Toffoli, chegam a defender publicamente uma quarentena ainda maior, de oito anos. A medida afetaria diretamente uma possível candidatura de Moro à presidência caso possa ser retroativa.

Apesar de Gomes não admitir a preocupação do governo com o ex-juiz, o blog da Andréia Sadi levanta a possibilidade de integrantes tanto da situação como da oposição trabalharem para modificar o texto da proposta e deixar em aberto a possibilidade de barrar Moro da disputa presidencial.

A redação do novo texto deixaria a questão dúbia, permitindo diferentes interpretações. Segundo um aliado de Moro, a ideia é deixar uma "pegadinha" para que a questão seja judicializada e acabe desgastando a possível candidatura.

Política