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Coronavírus

'Omisso', diz Doria sobre Bolsonaro após país ter 100 mil mortes por covid

Felipe Pereira e Patrick Mesquita

Do UOL, em São Paulo

10/08/2020 13h31

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) voltou a criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia de covid-19. Questionado hoje sobre o fato de o Brasil ter atingido a marca de 100 mil mortos pela doença causada pelo novo coronavírus, o político tucano afirmou que o Bolsonaro foi 'omisso e negacionista'.

"Lamento ter que dizer que o presidente Jair Bolsonaro foi um omisso na pandemia. Omisso e negacionista, mesmo sendo vítima ele e sua esposa, estimo que ambos tenham se recuperado, mas ele continua minimizando os efeitos dessa pandemia, a mais grave crise de saúde da história do país. 100 mil mortos, não há tragédia igual na história do Brasil, efeitos trágicos. Presidente Bolsonaro, não era uma gripezinha", disse o governador paulista em entrevista coletiva concedida no Palácio dos Bandeirantes.

Um pouco antes, Doria já havia rebatido uma fala de Bolsonaro ao dizer que São Paulo "não quer tocar", mas sim salvar vidas. Durante uma live feita na semana passada, o presidente disse que lamentava as mortes quando o Brasil estava perto de atingir 100 mil mortos, mas declarou "vamos tocar a vida e se safar desse problema".

"Em São Paulo, vidas importam e, aqui, não queremos tocar a vida, queremos salvar vidas. Agora, é mais do que nunca, momento de seguirmos trabalhando conjuntamente, de forma unida e solidária", disse Doria.

O governador de São Paulo também disse que o Brasil é um dos líderes de um "ranking macabro" de pessoas infectadas e mortas pela doença.

"A união pela saúde, pela ciência e pela vida. Tenho sempre solicitado aqui nesses encontros com a imprensa e milhares de pessoas que nos assistem para que todos nós estejamos unidos nesse enfrentamento da pandemia", afirmou. "Especialistas reconhecem que o desprezo de alguns pela ciência, saúde, vida e pelos efeitos da pandemia lamentavelmente contribuiu para que chegássemos a esse número de 3 milhões de infectados e 100 mil mortos, o segundo pior índice, o primeiro é nos Estados Unidos da América, onde também o presidente foi, até pouco tempo, era um negativista. São os dois países que, infelizmente, lideram esse ranking macabro de pessoas infectadas e mortas."

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