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MP-RJ conclui apurações sobre 'rachadinhas' em gabinete de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro é investigado por um suposto esquema de "rachadinhas" em seu gabinete na Alerj - Pedro França/Agência Senado
Flávio Bolsonaro é investigado por um suposto esquema de "rachadinhas" em seu gabinete na Alerj Imagem: Pedro França/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

31/08/2020 22h51Atualizada em 31/08/2020 23h45

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) anunciou hoje que o GAECC (Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção) concluiu as investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Os autos, ainda sob sigilo, agora seguem para o procurador-geral do Rio, Eduardo Gussem. Eles foram encaminhados à Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos do MP-RJ.

Flávio Bolsonaro é investigado por um suposto esquema de "rachadinhas" em seu gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) quando era deputado estadual.

O senador justifica sua evolução financeira e patrimonial com os lucros de uma filial da loja de chocolates Kopenhagem. Para a Promotoria, a loja localizada em um shopping da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio) lavou R$ 1,6 milhão — parte dessa quantia teria sido depositada na conta bancária da empresa entre 2015 e 2018 após supostamente ser recolhida pelo ex-assessor Fabrício Queiroz, preso no Rio, a partir do esquema de rachadinha.

Nesta semana, o jornal The New York Times destacou os R$ 89 mil depositados por Fabrício Queiroz, amigo de longa data de Jair Bolsonaro (sem partido), na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e afirmou que a investigação ameaça o presidente:

"O caso envolvendo o ex-assessor e confidente da família abalou os nervos de Bolsonaro ao colocar sua esposa e seu filho mais velho no centro de uma investigação de corrupção que se transformou em um de seus maiores constrangimentos", diz o texto, em referência ao presidente brasileiro ter confessado sua vontade de agredir aos socos um repórter que perguntou sobre os depósitos para a primeira-dama.

Existe ainda procedimento junto ao CNMP para apurar os constantes vazamentos do procedimento que tramita sob sigilo.

Defesa aponta manobra

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que "os promotores da Gaecc manobraram para encontrar uma saída honrosa do Grupo da condução dos trabalhos".

"O grupo não poderia investigar o senador Flávio Bolsonaro, o que acarretou em uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público devido a designação espúria para que o referido grupo permanecesse investigando o parlamentar. O prazo terminaria nesta segunda-feira (31) para explicações do Procurador-Geral de Justiça. Não é verdade que a investigação tenha sido concluída nesta data. Ela já já havia se encerrado com a oitiva do senador Flávio Bolsonaro", informou.

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