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Reinaldo Azambuja credita estiagem aos incêndios no Pantanal

Reinaldo Azambuja em entrevista à CNN - Reprodução/YouTube
Reinaldo Azambuja em entrevista à CNN Imagem: Reprodução/YouTube

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/09/2020 18h14

Reinaldo Azambuja, governador do Estado do Mato Grosso do Sul, defendeu em entrevista à CNN que o Pantanal está vivendo a maior estiagem dos últimos 50 anos. O governador ainda se mostrou otimista com a chegada da primavera pois acredita que as chuvas possam ajudar a cessar os incêndios na região.

"Estamos vivenciando a maior estiagem dos últimos 50 anos do Pantanal", disse.

De acordo com o governador, a situação da estiagem está relacionada com os graves incêndios da região. "Estes hectares são justamente a margem do rio Paraguai", defendeu. Para Azambuja, os anos de cheia do rio criou uma matéria orgânica em suas margens, que é o que está "causando problemas".

"Quando veio a seca, a água desceu, o nível do rio abaixou muito e criou ali os problemas para os ribeirinhos, muitas vezes eles colocam fogo na beira do rio", disse.

Apesar de creditar os incêndios às causas naturais, o governador não descartou a existência de focos de incêndio criminosos, que ele acredita estar se espalhando devido à estiagem.

Com a homologação do estado de emergência no Mato Grosso do Sul, Azambuja acredita que o decreto "agilize" algumas ações, como a contratação de carros pipas, máquinas e equipamentos.

O governador ainda afirmou que a ajuda financeira do governo federal de R$ 3,8 milhões anunciada hoje será empregada em contratação de horas voo, em combustível e máquinas e equipamentos.

"Temos mais cinco planos de trabalho que estão sendo construídos com a defesa civil", afirmou.

O governador também se mostrou esperançoso com a mudança de estação, afirmando que a chegada das chuvas pode diminuir os incêndios do Pantanal.

"O que é conhecido como bombeiro do pantanal é o próprio boi porque ele come a pastagem, diminui o tamanho daquela massa de matéria orgânica e evita a proliferação do fogo. Com os anos de cheia essa matéria orgânica cresceu muito então esse volume criou esses problemas que estamos vivenciando."

Azambuja negou a falta de fiscalização, afirmou que focos criminosos estão sendo investigados e ainda e elogiou a atual legislação ambiental brasileira.

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