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Leo Índio, primo dos filhos de Jair Bolsonaro, ganha novo cargo no Senado

Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, sobrinho do presidente Jair Bolsonaro - Reprodução/Instagram
Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, sobrinho do presidente Jair Bolsonaro Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo*

03/11/2020 11h37Atualizada em 04/11/2020 00h45

Primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, foi nomeado assessor parlamentar da Primeira Secretaria do Senado, comandada por Sérgio Petecão (PSD-AC).

A nomeação foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União e ocorre semanas depois de Leo Índio desligar-se do gabinete de Chico Rodrigues (DEM-RR), após o senador ser flagrado com dinheiro na cueca em uma ação da Polícia Federal.

Ele desempenhava a função de assessor parlamentar desde o ano passado. Segundo apurou o UOL, dois aspectos levaram Índio a abrir mão do cargo, com salário de R$ 23 mil mensais: constrangimento e pressão da família.

O ex-assessor teria sido orientado por auxiliares de Bolsonaro a pedir exoneração e permanecer em silêncio, fora dos holofotes, para que sua imagem não fosse ainda mais atrelada ao escândalo do senador —de modo a prejudicar o presidente.

Figura pública

Léo Índio é filho de uma irmã de Rogéria Nantes, primeira mulher do presidente. Morou um período com o primo Carlos Bolsonaro e atuou como assessor informal dele na Câmara Municipal do Rio até ser alocado no gabinete de Rodrigues.

Tornou-se tornou uma figura pública após a vitória de Jair Bolsonaro em 2018 devido às redes sociais. Ele costumava aparecer constantemente em fotos ao lado de Carlos.

Com a ascensão de Bolsonaro à Presidência, Léo Índio passou a frequentar os corredores do Palácio do Planalto, ainda que não tivesse um cargo.

Somente nos primeiros 45 dias de mandato do presidente, ele esteve no Planalto 45 vezes. Além disso, chegou a viajar na comitiva oficial que se deslocou a Brumadinho, em Minas Gerais, à época da tragédia do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão (janeiro de 2019).

Em 2019, depois de questionamentos a respeito de sua função no governo, Léo Índio foi nomeado para o gabinete de Rodrigues.

* Com reportagem de Hanrrikson de Andrade e Guilherme Mazieiro, do UOL, em Brasília

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