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Após ataque hacker, STJ adia leilão para afastar risco de dano irreparável

No último dia 3, um ataque hacker aos sistemas do STJ adiou até julgamento de um recurso da defesa de Lula - Alan Marques/Folhapress
No último dia 3, um ataque hacker aos sistemas do STJ adiou até julgamento de um recurso da defesa de Lula Imagem: Alan Marques/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

08/11/2020 17h18

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspendeu hoje o leilão de bens de uma empresa em recuperação judicial por temores de que o ataque cibernético, que levou o Tribunal a tirar seus sistemas do ar, pudesse causar dano irreparável ao processo.

No último dia 3, a rede de tecnologia do STJ foi alvo de um ataque hacker durante sessões dos colegiados das seis turmas. O ataque, entretanto, não atingiu a cópia de segurança (backup) dos arquivos, preservando os processos bloqueados.

A previsão é de que, a partir de segunda, os principais sistemas do Tribunal voltem a operar. Na semana do ataque, os sistemas do Ministério da Saúde e da Secretaria de Economia do Governo do Distrito Federal (GDF) também foram alvos.

O pedido de suspensão do leilão partiu da própria empresa de bebidas. Em petição, a companhia aponta que, devido ao ataque hacker, uma decisão do ministro relator Antonio Carlos Ferreira, publicada no dia 3, dia do ataque cibernético, não foi disponibilizada para as partes.

A empresa também diz que há risco de lesão irreparável "diante da proximidade do leilão" e solicitou a suspensão do caso à presidência do STJ. As datas do leilão eram 10 e 12 de novembro.

O ministro Humberto Martins aceitou o pedido da empresa, argumentando que a "situação excepcional justifica o deferimento do pedido". O leilão está suspenso até a publicação da decisão do ministro relator.

"A fim de evitar dano irreparável ou de difícil reparação, sem deixar de considerar a existência de decisão da lavra do ministro relator, que somente será publicada no retorno das atividades normais deste tribunal, o pedido liminar deverá ser deferido com limitações", declarou Humberto Martins.

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