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3 meses

Covas diz que conversou com Bolsonaro: 'não fui eleito para brigar'

Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo - Mariana Pekin/UOL
Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo Imagem: Mariana Pekin/UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/12/2020 20h51

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse hoje em entrevista à GloboNews que na na última segunda-feira, um dia depois de ser reeleito, ligou para o presidente Bolsonaro (sem partido) "porque a prefeitura precisa atuar em parceria com o governo federal".

"Não fui eleito para brigar politicamente com A, B ou C. Não fui eleito para poder fazer política partidária em cima da prefeitura de São Paulo", afirmou.

Segundo Covas, seu estilo é o de "atuar em parceria", seja com o governo federal ou do estado, "o que não significa qualquer submissão ou ação hierárquica [...], mas a soma de esforços para atuar em favor da população".

Para ele, "as pessoas não querem ver o prefeito de São Paulo usando a prefeitura para discurso político e partidário".

Uma possível ligação com Bolsonaro fez com que Covas se explicasse em novembro. Durante a corrida eleitoral, uma foto dele com o presidente, tirada no início de 2019, foi resgatada na internet, supondo uma possível parceria entre os dois. O prefeito, no entanto, negou que simpatize com Bolsonaro e afirmou ter anulado o voto para presidente no segundo turno da eleição de 2018.

Bolsonaro x Doria

Padrinho rejeitado de Covas nas eleições, o governador João Doria trava um embate com o presidente Jair Bolsonaro. O presidente tem tratado a Coronavac como "vacina chinesa do Doria" e chegou a cancelar uma parceria firmada entre o Ministério da Saúde o Governo de São Paulo para a aquisição do imunizante.

Outro ponto de atrito é a obrigatoriedade da vacina. Doria se mostrou favorável à possibilidade no estado de São Paulo, o que tem gerado críticas constantes de Jair Bolsonaro e seus seguidores.

Em resposta a um internauta, que sugeria que o presidente se vacinasse como cobaia de vacinas, Bolsonaro voltou ao tema: "quem a quer obrigatória não sou eu. Estás na página errada. Bom dia".

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