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Delator diz ter avisado a Witzel que requalificar OS era 'batom na cueca'

Edmar Santos disse ter alertado o governador sobre ilegalidade da medida - Reprodução/Facebook
Edmar Santos disse ter alertado o governador sobre ilegalidade da medida Imagem: Reprodução/Facebook

Igor Mello

Do UOL, no Rio

07/04/2021 12h59

Edmar Santos, ex-secretário estadual de Saúde do Rio, afirmou hoje em depoimento ao Tribunal Especial Misto —que julga o impeachment de Wilson Witzel (PSC)— ter avisado ao governador afastado sobre os riscos de requalificar a OS (Organização Social) Unir —um dos pontos que deu origem à denúncia.

Respondendo a perguntas feitas pelo próprio Witzel, Edmar Santos —que firmou uma delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral República)— disse ter alertado o governador sobre a ilegalidade da medida.

"O senhor me falou na varanda do seu gabinete que iria requalificar a Unir de canetada. Falei que seria batom na sua cueca porque havia provas", afirmou.

Edmar Santos ainda disse ter pedido uma auditoria nos contratos de todas as OSs, com apoio da CGE (Controladoria Geral do Estado) e da Polícia Civil. O ex-secretário afirmou que uma série de irregularidades foram encontradas, mas que Witzel e seus aliados agiram para evitar que os fatos viessem a público.

"Houve uma solicitação do governo para que o CGE Bernardo [Barbosa], que era da PF [Polícia Federal], voltasse para a Superintendência", apontou. "Abafaram, só recebi o relatório em fevereiro de 2020 e querendo me implicar."

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